Esclareça as polêmicas dos principais tipos de adoçante

Pesquisa recente mostra que o produto pode estimular absorção de açúcar

POR ARIANE DONEGATI - PUBLICADO EM 25/09/2012

Ao começar uma dieta, uma das primeiras dúvidas é sobre a substituição do açúcar refinado por uma opção de adoçante. A confusão começa com a escolha de uma fórmula e vai adiante quando você começa a ler sobre o assunto e descobre uma série de polêmicas envolvendo o consumo do produto. Uma pesquisa recente, no entanto, vem causando bastante alvoroço ao mostrar que mesmo o consumo de adoçante pode provocar o aumento da absorção de açúcar pelo organismo. Isso acontece graças à ação de uma proteína gustativa chamada Gustducin, responsável por detectar o sabor doce nos alimentos. "Se você consome algum alimento doce, seja à base de açúcar ou de adoçante, o organismo naturalmente tende a aumentar a absorção de açúcar de tudo o que foi consumido", explica a endocrinologista Alessandra Rascovisck, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.

Isso significa que consumir adoçantes não é suficiente para proteger o seu organismo do excesso de açúcar, também é importante reduzir a ingestão de alimentos que se convertem facilmente em glicose graças ao metabolismo caso dos carboidratos. "O ideal é consumir carboidratos integrais, que têm a digestão mais demorada devido à presença das fibras", afirma a endocrinologista. Além deste cuidado, é preciso atentar para os riscos envolvidos com cada tipo de adoçante - diarreia, risco de câncer e até aumento da pressão arterial são algumas das polêmicas envolvendo o produto. Descubra a seguir o que é verdade e o que não passa de polêmica em se tratando do assunto.

Aspartame

Este é um dos adoçantes mais populares, provavelmente por isso também o mais associado a questionamentos de consumo. Como não contém calorias, é comumente usado como adoçante de mesa, no preparo de bebidas e em receitas de sobremesa. Uma das polêmicas em torno do uso deste produto gira em torno da fenilalanina, composto incluído na fórmula e vetado para portadores de fenilcetonúria (incapacidade de metabolizar a fenilalanina) e desaconselhado a grávidas - o excesso pode prejudicar a formação neurológica do bebê e ainda não existe certeza sobre a quantidade segura. Em contrapartida, a nutricionista especialista em saúde pública Simone Freire ressalta que a tolerância do produto no organismo é elevada, mas não há como controlar a absorção do corpo a esse tipo de produto.

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