Embalagens preservam os nutrientes, mas pedem cuidados na hora da compra

Compare vidro, aço, alumínio, entre outros tipos, e saiba como evitar os riscos à saúde

POR ROBERTA LEMGRUBER - PUBLICADO EM 20/06/2013

Nas prateleiras do mercado, o que não falta são embalagens. De plástico fosco ou transparente, vidro, alumínio, aço, papelão ou feita com outros materiais, é difícil saber qual conserva melhor cada tipo de alimento. Algumas têm como pilar a praticidade, como os biscoitos em embalagens individuais, enquanto outras prezam mais pela apresentação, como por exemplo, o azeite envasado na embalagem de vidro que fica na mesa durante as refeições. Em comum, todos os tipos precisam garantir que o alimento ali conservado será consumido em perfeitas condições.

"A embalagem é pensada para manter a integridade total do alimento desde a sua distribuição até o final do prazo de validade", explica a diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), Luciana Pellegrino. Segundo ela, a embalagem está atrelada diretamente a questão de saúde pública, sendo responsável por preservar a qualidade nutricional dos alimentos e o seu frescor.

O problema é que as embalagens também escondem seus mistérios. Como saber, por exemplo, que tipo de embalagem é melhor para conservar carnes? Ou então, o que aponta que uma embalagem pode trazer perigos à saúde do nosso organismo? Isso mesmo, de protetoras de alimentos, elas podem agir como verdadeiras guardiãs de fungos e bactérias, causando prejuízos enormes ao organismo. A primeira dica a gente entrega já: nunca compre alimentos que estejam em uma embalagem rompida! "No momento em que a embalagem foi aberta, o produto lá dentro já está em processo de degradação", alerta Luciana Pellegrino. Hoje em dia, o lacre está cada vez mais visível para que o consumidor repare se ele está rompido. Além disso, verifique sempre a data de validade dos produtos.

Logo abaixo confira saiba quais tipos de embalagens são os mais adequados conforme o tipo de alimento e os cuidados na hora de comprá-las:

Alumínio

Atualmente, o maior uso desse material é para embalar bebidas a gás, refrigerantes e cervejas, patês e algumas conservas de pescados, expõe o especialista Carlos Alberto dos Anjos.

Sabe aquela preferência nacional pelo refrigerante da garrafinha de vidro em vez de ser na latinha de alumínio? Tem a ver com o fato de o vidro ser impermeável e demorar anos para interagir de forma química com o conteúdo da embalagem. Sem falar que por apresentar menor porosidade quando comparado ao alumínio, ele deixa escapar menos gás carbônico, quando aberta. Por outro lado, as latinhas de alumínio gelam mais facilmente, só que quando entram em contato com temperaturas elevadas, as partículas voláteis presentes ali se agitam e fazem o gás carbônico sair de forma mais rápida, alterando o sabor.

Cuidados na hora da compra


Verifique, principalmente, vazamentos, a integridade do lacre danos, como amassamentos na região da tampa.