Ômega 3 melhora a capacidade cerebral para realizar tarefas, diz estudo

A pesquisa da Universidade de Illinois ainda mostrou que o ômega 3 contribui para a prevenção da doença de Alzheimer

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/05/2015

O consumo de ômega 3 melhora a flexibilidade cognitiva, que é a habilidade de mudar de tarefas de forma eficiente, em idosos com risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Foi o que descobriu a pesquisa da Universidade de Illinois dos Estados Unidos publicada na revista científica Frontiers in Aging Neuroscience. Além disso, os adultos que consumiram o mais ômega 3 apresentaram um córtex cingulado anterior maior, região do cérebro que contribui para a flexibilidade cognitiva.

A pesquisa contou com a participação de 40 adultos saudáveis com idades entre 65 e 75 anos e que carregam um gene conhecido por contribuir para que as pessoas desenvolvam a doença de Alzheimer, o APOE e4.

Os estudiosos testaram a flexibilidade cognitiva dos participantes, mediram os níveis do ácido eicosapentaenoico (EPA) e do ácido docosahexaenoico (DHA), dois tipos de ômega 3, no sangue e fizeram ressonâncias magnéticas dos cérebros dos voluntários.

Ao contrário de pesquisas anteriores que focavam nos benefícios do ômega 3 em relação à memória, este estudo observou aspectos das funções cerebrais que geralmente são negligenciados. Tratam-se da flexibilidade cognitiva e de outras funções executivas.

As funções executivas consistem em processos como planejamento, raciocínio, atenção, resolução de problemas, controle de impulsos e alternância de tarefas. De acordo com os autores do estudo, estes tipos de funções tendem a declinar mais cedo com a idade do que as funções cognitivas, como memória.

O estudo mostrou que ingerir boas quantidade de ômega 3 ajuda a preservar as funções cognitivas, diminuindo a progressão do envelhecimento cerebral e reduzindo o risco de doenças debilitantes em pessoas saudáveis.

A seguir, confira alimentos que ajudam a prevenir a doença de Alzheimer:

Casca de romã

Uma pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, em Piracicaba, descobriu que a casca da romã pode prevenir o surgimento do Alzheimer. Os cientistas identificaram uma enzina na fruta que tem atuação específica na prevenção da doença, além dela possuir uma elevada quantidade de antioxidantes. "Esse nutriente é conhecido por combater os radicais livres, ação que ajuda a diminuir a perda degenerativa, protegendo contra o Alzheimer e outras demências", afirma a nutricionista Érika Suiter, do Hospital Sírio Libanês. É importante ressaltar que apenas o consumo contínuo da casca de romã pode trazer esses benefícios, já que ele são percebidos em longo prazo. Os cientistas estão estudando uma forma de transformar a casca de romã em pó, para colocá-la em cápsulas, mas você pode consumi-la na forma de suco, por exemplo.