Cigarro altera olfato e paladar

Fumantes comem menos frutas e verduras e consomem mais sal para sentir os sabores

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 27/08/2010

Mundo Verde
Nutrição

O tabagismo é um vício com intensa disseminação e é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a maior causa isolada e evitável de doenças e mortes no mundo, além de maior poluidor doméstico.

O hábito de fumar não traz prejuízos somente para o fumante, mas para a família que acaba por inalar a fumaça. A fumaça possui uma mistura de cerca de sete mil elementos químicos, sendo que alguns desses são comprovadamente cancerígenos.

O fumo acarreta sérias consequências no processo digestivo, já que ocasiona alterações na boca, nariz e na mucosa estomacal.

Os agentes químicos presentes no cigarro atuam como irritantes da mucosa bucal, ressecando-a e provocando aumento da camada de queratina.

O fumo também promove alterações nas papilas gustativas, o que impede que o fumante sinta o real sabor dos alimentos. É prejudicial também para a mucosa olfativa, já que o efeito térmico do cigarro pode levar a lesões, alterando também o olfato.

O tabagismo pode levar ao aparecimento de úlceras gástricas e duodenais.

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"O fumo acarreta sérias consequências no processo digestivo, já que ocasiona alterações na boca, nariz e na mucosa estomacal".

Mudança de hábito
O fumante normalmente modifica seus hábitos alimentares em função da redução do olfato e do paladar, o que fazem consumir menos vegetais e frutas e aumentar o consumo de sal para realçar o sabor das preparações.

Hábitos alimentares inadequados são comuns entre os tabagistas, exemplos são: consumo frequente de café, bebidas alcoólicas, balas e gomas de mascar, na tentativa de eliminar o odor da fumaça.

Uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do organismo. Alimentos que contém nutrientes antioxidantes e desintoxicantes exercem funções de grande importância e devem ser incluídos nos hábitos alimentares.

Os antioxidantes protegem as células da ação danosa dos radicais livres, produzidos pelo fumo. Já os alimentos com ação desintoxicante, favorecem a eliminação de toxinas, impedindo o seu acúmulo no organismo.

O que incluir na alimentação?
- Licopeno, pois esta substância além de combater o envelhecimento das células, estimula o sistema de defesa do organismo. Fontes são: tomate, melancia e goiaba.

- Sulfarofanos são substâncias capazes de promover a eliminação de substâncias tóxicas do organismo. Podem ser obtidos através do consumo de vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor e repolho.

- Aloe Vera rica em fibras, vitaminas e minerais antioxidantes. Fonte ainda de aminoácidos e enzimas importantes para o metabolismo. Tem importante papel na saúde digestiva e no processo de desintoxicação.

-Resveratrol antioxidante fenólico que atua no combate aos radicais livres. Está presente nas uvas vermelhas, suco de uva e vinho tinto. Epicatequinas, presentes no chocolate amargo (com 70% de cacau), apresentam ação antioxidante.

  • Vitamina C presente nas frutas cítricas como laranja, acerola, limão e tangerina, que também apresentam ação antioxidante.
  • Flavonóides de ação antioxidante presentes nos chás verdes e brancos obtidos da planta Camelia sinensis.
  • Vitaminas do complexo B, presentes nos cereais integrais e nos minerais zinco e magnésio encontrados na semente de abóbora, castanha de caju, nozes e pistache. Também auxiliam na proteção das células contra os radicais livres.
  • Alho fornece antioxidantes como a aliina e alicina. Deve ser consumido cru na forma de tempero, por exemplo.
  • Óleo de coco de excelente ação antioxidante, pode ser utilizado em sucos e saladas.
  • Cúrcuma utilizada como tempero de pratos já prontos, é fonte de curcumina um potente antioxidante.
  • Fonte: Thais Souza e Natalia Lautherbach Nutricionistas da Rede Mundo Verde