O que há de certo ou errado nas combinações alimentares

Pratos do dia-a-dia podem ser um bomba para nosso organismo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 22/02/2008

Alguns alimentos, quando ingeridos junto com outros, podem ter seus efeitos potencializados, refletindo de forma positiva no organismo. Mas o inverso também acontece, a combinação de alimentos pode fazer com que eles percam suas propriedades. Para não perder os nutrientes, veja algumas dicas de combinações que dão certo, e, principalmente, quais podem prejudicar a absorção dos minerais e vitaminas.

O famoso café com leite é um exemplo de junção que não dá muito certo em questões nutricionais, pois a cafeína pode diminuir a absorção do cálcio, ferro e da vitamina C, contidos no leite. Vale lembrar que 50% da população mundial tem intolerância à lactose, isto é, possuem uma dificuldade na absorção desse alimento (açúcar do leite) devido uma deficiência ou ineficiência da enzima lactase, que faz a digestão. Nestes casos vale substituir o leite de vaca pelo leite de soja.

A saborosa feijoada com laranja forma uma ótima dupla, pois a fruta ajuda na digestão das proteínas e, por ser ácida, diminui o ph do estômago e favorece a quebra dos alimentos em partículas, o que facilita a digestão e absorção de

nutrientes.

E quem não dispensa o tradicional arroz com feijão diário, faz muito bem, pois a combinação é ideal. Ambos os alimentos possuem aminoácidos que juntos formam proteínas importantes para nosso organismo. Os minerais e vitaminas contidos neles, são ótimos para a saúde intestinal e o equilíbrio do metabolismo. Se a pessoa puder trocar o arroz branco pelo arroz integral, melhor ainda, pois tem mais fibras.

Constipação intestinal nunca mais

Sintomas com muitas possíveis causas tem um diagnóstico muito difícil, pois não é uma doença e já afeta, aproximadamente, um quarto da população mundial.

É muito importante buscar saber quais as disfunções orgânicas que ocorrem no organismo da pessoa quando está constipada. Afinal cada um reage de uma forma e o tratamento é diferenciado conforme esta causa.

Entre os diversos fatores que causam o problema, estão o uso de certos medicamentos, depressão, estresse ou ansiedade, baixa ingestão de fibras, excesso de alimentos refinados na dieta, superalimentação, pouca hidratação e ingestão de alimentos considerados alergênicos para a pessoa, e que na maioria das vezes ela não sabe. Fatores como a idade avançada, vida sedentária e a gravidez, também podem ser levadas em consideração.

Segundo a nutrição funcional, para tratar esses sintomas é preciso seguir algumas etapas, que devem ser realizadas em conjunto. As toxinas e os alimentos considerados alergênicos devem ser removidos e enzimas digestivas e nutrientes que façam bem para a função intestinal devem ser inseridas na dieta.

Atividades físicas, combinadas com uma dieta apropriada para cada organismo, podem ajudar a amenizar os sintomas, além de trazer outros benefícios à saúde.



Dra. Daniela Jobst é nutricionista especialista em Nutrição Clínica Funcional e em Fisiologia do Exercício, pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP).

Para saber mais, acesse: www.nutrijobst.com.br





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