A importância do consumo de verduras, legumes e frutas

Uma alimentação rica em vitaminas e nutrientes nunca faz mal

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 06/11/2008

O Conselho Regional de Nutricionistas - 3ª Região (CRN-3), atuante nos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, entre outras atividades, busca incentivar a prática alimentar saudável, divulgando a necessidade do consumo diário de verduras, legumes e frutas nas refeições, que constituem parcela essencial para a composição de uma dieta equilibrada devido ao elevado teor de micronutrientes, fibras e compostos bioativos com propriedades funcionais.

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), o consumo de frutas, hortaliças e verduras ainda é bastante baixo no Brasil. Segundo pesquisa encomendada pelo MS (realizada pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico [Vigitel], em parceria com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo, nas capitais dos 26 Estados do país e no Distrito Federal, divulgado em abril de 2008), apenas 17,7% da população brasileira atende às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de comer cinco porções diárias destes alimentos.

A maior regularidade de consumo foi encontrada em São Paulo, que apresentou 23% da amostra com esse comportamento, sendo que as mulheres têm mais esse costume (27%), enquanto os homens representam 18%.

O consumo de carnes com gorduras aparentes faz parte do dia-a-dia de 32,8% da população e 29% dos adultos são sedentários. Em geral, as brasileiras têm cuidado mais da saúde: alimentam-se melhor, fumam menos, são menos sedentárias, bebem menos, têm menos excesso de peso.

Evidências epidemiológicas mostram associação inversa entre o consumo de frutas, legumes e verduras e o risco de doenças cardiovasculares e determinados tipos de câncer. A verificação da ocorrência de transição epidemiológica ao mesmo tempo em que ocorre a transição nutricional tem destacado a dieta como um importante fator de promoção e manutenção da saúde, tendo papel determinante nas deficiências nutricionais e doenças crônicas não transmissíveis.

Em termos culturais, o baixo consumo deste grupo alimentar tem origens socioantropológicas e, por isso, a perspectiva de socialização de informação para apoio dos indivíduos na seleção de alimentos é fundamental.

Dra. Olga Maria Silverio Amancio, presidente do CRN-3, enfatiza que: Ações como essa do CRN-3, destinadas a chamar a atenção da população para a necessidade do aumento do consumo diário de frutas, verduras e legumes, estimulam hábitos alimentares saudáveis . Uma alimentação saudável tem por característica três princípios básicos: variedade: comer diversos tipos de alimentos pertencentes aos variados grupos alimentares; moderação: não exagerar nas quantidades de alimentos ingeridas; e equilíbrio: o consumo de alimentos variados deve respeitar a quantidade de porções recomendadas para cada grupo alimentar.

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