Bons hábitos podem reduzir obesidade infantil

Alimentação saudável é crucial no combate ao excesso de peso

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 10/06/2009

A obesidade infantil tem aumentado de forma significativa, determinando várias complicações na infância e na idade adulta. Considerada como um importante problema de saúde pública, que cresce no Brasil, aliada ao aumento da globalização e ao progresso do país, vem substituindo o problema da desnutrição.

O sedentarismo e as dietas baseadas em alto índice de gordura e com alto valor calórico, estão entre as principais causas do aumento do sobrepeso e da obesidade.

Em crianças e adolescentes, a obesidade está associada à alteração de fatores de risco como aumento do colesterol, triglicerídeos, pressão arterial e glicemia que podem levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de contribuir para a baixa auto-estima e discriminação social, oportunizando, assim, complicações emocionais. A obesidade em crianças constitui-se, ainda, em fator preditivo para a obesidade no adulto.

Para promover hábitos alimentares mais saudáveis, e, conseqüentemente, diminuir os índices de obesidade, acredita-se que seja importante que as pessoas tenham conhecimentos de alimentação e nutrição. É muito importante que esses hábitos alimentares sejam estimulados desde o início da vida. Algumas dicas para a promoção de bons hábitos alimentares na introdução de alimentos na alimentação de crianças:

Orientação alimentar a familiares e demais pessoas responsáveis pelo cuidado da criança. Evitar excesso de doces e alimentos de calorias vazias, isto é, alimentos que fornecem calorias, mas não fornecem nutrientes.

Disciplina no horário das refeições.

Cuidado com deficiências ou exageros de alimentos.

Oferecer alimentação em ambiente calmo e apropriado.

Entender a rejeição inicial aos novos alimentos. Proporcionar novas oportunidades; porém nunca forçar a criança a se alimentar.

Permitir que a criança explore os alimentos (textura, cheiro e paladar) tocando e sentindo com suas próprias mãos.

Deixar que ela regule a quantidade e o ritmo com que quer ser alimentada (parar de oferecer o alimento quando ela indicar que está satisfeita).

Evitar chamar atenção para suas tentativas mal sucedidas (reforço negativo).

Fernanda Borges Carlucio da Silva é nutricionista, professora e supervisora de estágio do curso de Nutrição da UNINOVE.

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