Consumir salmão e nozes ajuda a prevenir inflamação na gengiva

Eles são fontes de gorduras que protegem o organismo de bactérias

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 28/10/2010

Comer alimentos ricos em gorduras poli-insaturadas, como salmão e nozes, pode ajudar a prevenir e combater a periodontite, um tipo comum de doença na boca, que faz a gengiva se separar do dente, causando uma retração, e permite que bactérias se desenvolvam, causando uma perda na massa óssea dos dentes, que ficam enfraquecidos e mais vulneráveis às cáries. Essa é a conclusão do estudo realizado pelo Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos, com mais de nove mil pessoas.

Os pesquisadores compararam a ingestão de gorduras poli-insaturadas dos pacientes de clínicas odontológicas americanas durante cinco anos. Os resultados mostraram que as pessoas que consumiam altas quantidades de nozes e outras sementes como amêndoas e amendoins, ou que comiam peixes ricos em gorduras, como salmão, truta e atum, tinham 30% menos chances de ter doenças na gengiva do que aqueles que não consumiam esses alimentos.

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De acordo com o estudo, consumir 40 miligramas de gorduras poli-insaturadas por dia, ou seja, uma refeição contendo salmão ou algumas nozes, já tem ação preventiva contra doenças inflamatórias na gengiva. As doenças na gengiva podem desencadear outros problemas sérios ao organismo.

Uma nova pesquisa feita por cientistas da Itália e do Reino Unido, mostra que gengivas infectadas podem desencadear problemas cardíacos. De fato, uma adequada higiene dental pode reduzir o risco de aterosclerose, derrame e doenças no coração, independentemente de outras medidas, como o controle do colesterol.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque essas gorduras poli-insaturadas têm ação anti-inflamatória no organismo, e já são conhecidas por prevenir inflamações em todo o sistema cardiovascular, diminuindo as chances de doenças como derrame e infarto. Por isso, os alimentos ricos nessa gordura devem fazer parte da dieta.

Nozes e salmão

Esses dois alimentos, além de terem poder anti-inflamatório, possuem várias outras qualidades e não podem ficar fora da dieta. Salmão e outras espécies ricas em gorduras boas, como o atum e a truta, têm a melhor combinação para manter a saúde dos ossos: vitamina D, cálcio e ômega-3. Os óleos de peixe já são largamente usados para combater a perda de massa óssea causada pela menopausa, diminuindo assim as chances de osteoporose.

Além disso, comer esses peixes ricos na gordura insaturada ômega 3, pode ser uma ótima alternativa para blindar a memória e garantir um envelhecimento saudável. Os créditos do benefício vão para a ação do DHA, um ácido graxo contido no óleo "bom" dos peixes, segundo apontaram dois estudos apresentados na Conferência Internacional de Mal de Alzheimer.

Uma pesquisa recente avaliou que pessoas com 55 anos de idade ou mais, que apresentavam queixas de memória, e consumiram suplementos nutricionais do ácido, uma vez por dia, apresentaram quase o dobro de redução dos erros em testes de aprendizado e de memória, quando comparados com os participantes que tomaram um modelo placebo. O benefício é semelhante ao apresentado por pessoas cerca de três anos mais jovens.

Segundo uma pesquisa feita pela Universidade da Pensilvânia, o ômega-3, encontrado nas nozes e em uma grande variedade de castanhas (amêndoas, pistache, amendoim) pode ter efeitos protetores sobre a saúde dos ossos. Segundo os autores do estudo, eles também contêm altas quantidades de cálcio em sua composição.

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