Moradora de Recife morre após contrair raiva

Paciente havia sido mordida por um gato e não procurou assistência médica

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 03/07/2017

Na última quinta-feira (29), uma moradora de Recife faleceu no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), da Universidade de Pernambuco, após ter apresentado sintomas de raiva humana, uma infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados ? geralmente por uma mordida.

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De acordo com a infectologista Ana Flávia Campos, que também é intensivista e coordena da UTI de doenças infecciosas do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, a paciente Adriana Vicente da Silva, de 36 anos era dona de um pet shop e, no mês de abril, foi mordida por um gato que estava sendo atendido em seu estabelecimento.

"O animal já estava doente e faleceu poucas horas depois de ter atacado a moça", conta a infectologista.

Após levar a mordida, Adriana limpou o local do ferimento e não procurou atendimento médico para tomar a vacina contra raiva. De acordo Ana Flávia,quando uma pessoa leva uma mordida de um animal, como cachorro ou gato, o procedimento correto é procurar imediatamente orientação médica, para que seja feita a profilaxia. Em outras palavras, para que a vítima seja medicada com a vacina contra raiva.

A raiva é uma doença que tem algumas peculiaridades. A doença pode apresentar um período de incubação de até seis meses ou mais, fazendo com que os sintomas se manifestem quando a doença já está em estágio avançado. No entanto, de forma geral, os sintomas costumam aparecer de um a três meses depois que a pessoa foi infectada.

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No caso de Adriana, os sintomas começaram a aparecer dois meses depois. ?Primeiro ela apresentou sintomas inespecíficos, como cefaleia, moleza, dor de garganta. Alguns dias depois passou a apresentar sintomas compatíveis com a raiva, como distúrbios de comportamento, agressividade, espasmos musculares intensos na laringe e na faringe no momento de ingerir líquidos, causando assim hidrofobia (medo de líquidos).

A infectologista é enfática ao ressaltar que sempre que uma pessoa é atacada por um animal é imprescindível procurar orientação médica para evitar a disseminação da raiva no organismo.

Ações de proteção contra a transmissão da raiva

A vacina antirrábica é a melhor maneira de se prevenir contra a raiva. Além disso, quem tem animais domésticos também precisa proteger o pet contra o vírus, por isso é importante que seja seguido o calendário de vacina para imunizar o animal.

Como forma de proteger a população, a Prefeitura de Recife realizou no último dia 10 de junho o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica 2017.

Além disso, diante da suspeita de que Adriana estivesse com raiva, a Secretaria de Saúde do Recife começou a realizar a vacinação de animais nas residências próximas à região que Adriana foi infectada. Além disso, como o laudo do exame mostrou que Adriana foi infectada por um tipo de vírus da raiva comum em morcegos, os agentes também estão trabalhando para capturar os morcegos da região. Acredita-se que um morcego infectou o gato que atacou Adriana.

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