Iogurte pode servir de anti-inflamatório natural para o corpo, diz estudo

De acordo com os pesquisadores, ele pode ser um ótimo aliado para inflamações crônicas

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 20/06/2018

Um estudo publicado no Journal of Nutrition encontrou indícios de que o consumo do iogurte pode ajudar a amenizar inflamações crônicas, melhorando a integridade do revestimento intestinal, evitando que moléculas pró-inflamatórias produzidas pelos micróbios do intestino passem para a corrente sanguínea.

PUBLICIDADE

O estudo foi realizado com 120 mulheres na pré-menopausa, sendo que 60 delas eram obesas e as outras 60 não. Metade das participantes foram orientadas a comer, em média, 350 gramas de iogurte desnatado todos os dias, por nove semanas. Enquanto o outro grupo, comeu apenas pudim sem leite.

Durante o período de pesquisa, os especialistas coletaram amostras de sangue em jejum das participantes e avaliaram alguns biomarcadores que foram utilizados durante anos para poder medir a exposição à endotoxina e a inflamação no corpo.

Resultados da pesquisa

Os resultados mostraram que embora alguns dos biomarcadores se mantivessem estáveis ao longo dos anos, as participantes que consumiram o iogurte apresentaram melhoras significativas em certos marcadores-chave, como o TNF-, uma importante proteína ativadora da inflamação no organismo.

"Os resultados indicam que o consumo regular do iogurte pode proporcionar um efeito anti-inflamatório em todo o corpo", afirma Brad Bolling, principal autor do estudo. Porém, os pesquisadores ainda não conseguiram encontrar quais são os compostos presentes no iogurte que são responsáveis por essa ação no organismo.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DESSA PUBLICIDADE ;)

Bolling afirma que agora o objetivo é identificar esses componentes para que os pesquisadores possam obter as provas que confirmam a teoria proposta até o momento.

"Em última análise, gostaríamos de ver esses componentes otimizados em alimentos, especialmente para situações médicas em que é importante inibir a inflamação através da dieta. Achamos que essa é uma abordagem promissora", complementa o autor do estudo.