Mais 63 agrotóxicos são liberados no Brasil; veja riscos e alimentos

Entre os novos, estão o fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um tipo de inseticida

POR REDAÇÃO - ATUALIZADO EM 17/09/2019

O Ministério da Agricultura autorizou nesta terça (17), o registro de mais 63 agrotóxicos no país, o que ele a liberação dentro do Brasil para 325 produtos somente em 2019.


Dentre eles, 7 são novos, sendo 2 princípios ativos para a produção de novos agrotóxicos e 5 prontos. Os outros são pesticidas que já estão no mercado e só receberam a liberação.

Dois dos novos, são o fluopiram, que é usado para matar fungos, e o dinotefuram, um tipo de inseticida. O primeira, medianamente tóxico, e o segundo, extremamente tóxico.

O dinotefuram tem foco em insetos sugadores, como percevejos, e pode ser aplicado em:


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Novos agrotóxicos: alimentos e riscos

  • Arroz
  • Aveia
  • Batata
  • Café
  • Cana-de-açúcar
  • Centeio
  • Cevada
  • Citros
  • Feijão
  • Milheto
  • Milho
  • Pastagem
  • Soja
  • Tomate
  • Trigo
  • Triticale

Ele não é autorizado para uso na União Europeia e está em reavaliação nos Estados Unidos (EUA). O fluopiram combate parasitas que atacam a raízes das plantas poderá ser aplicado em:

Já é registrado na União Europeia e está em análise nos EUA desde 2012. É "um produto menos tóxico do que os já existentes no mercado", explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio.

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A base dos novos agrotóxicos são uma mistura de sulfoxaflor e lambda-cialotrina e no fluorpiauxifen-benzil, todos são considerados medianamente tóxicos pela Anvisa. A lista pode ser conferida no site do Ministério.

Sulfoxaflor e as abelhas

O princípio ativo sulfoxaflor está presente em diversos agrotóxicos que podem ser facilmente encontrados em lojas de produtos agrícolas. Este ativo controla e mata insetos que se alimentam de frutas e grãos, como mosca branca e abelha.

Devido a isso, estudos internacionais têm reivindicado o uso do sulfoxaflor em lavouras, uma vez que a substância está ligada à redução de enxames de abelhas e tem contribuído para sua extinção. Em contrapartida, o governo brasileiro argumenta que o uso do princípio ativo obedecerá a orientações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Dentre elas, estão regras como não aplicar o sulfoxaflor em períodos em que as plantas florescem; e seguir as distâncias mínimas e dosagens máximas para que as abelhas não-apis (sem ferrão) estejam protegidas.

Liberação de agrotóxicos: como funciona?

Para que um agrotóxico seja liberado, é necessária a autorização por três órgãos oficiais: a Anvisa, que avalia os riscos à saúde; o Ibama, que verifica perigos ambientais; e o Ministério da Agricultura, que checa se a substância é de fato eficaz no combate a pragas e doenças no campo.

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A publicação feita no Diário Oficial da União revela que do total dos agrotóxicos registrados, 185 são para uso industrial. Os outros 140 são para produtores rurais, indicados por engenheiro agrônomo. Apenas 14 são produtos biológicos ou orgânicos.


Trata-se de maior liberação da história, iniciada em 2005. Em 2018, chegou a 309 agrotóxicos liberados, e 2017, 240. Mas, segundo o governo, o objetivo é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e mais ambientalmente corretas, e assim substituir os produtos antigos.

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