Compare sete ácidos e escolha o melhor para a sua pele

Ácido retinoico trata acne e fotoenvelhecimento e ácido azelaico pode ser usado por gestantes

POR MANUELA PAGAN - ATUALIZADO EM 03/10/2014

Antigamente os ácidos eram exclusividade de cremes e loções manipulados a pedido do médico. Mas hoje, eles se popularizaram e fazem parte da composição de muitos cosméticos. O principal motivo para a ampliação do emprego dessas substâncias está, principalmente, na eficiência em um grande leque de ações: há ácidos ótimos para clarear manchas, outros são excelentes em amenizar cicatrizes, alguns ainda combatem acne, diminuem rugas e até estrias. No entanto, a única semelhança entre eles é o pH inferior a sete, que caracteriza as substâncias ácidas, e a irritação que causam na pele. As propriedades variam entre eles.

O uso - em cremes ou peelings - deve ser sempre feito com a recomendação do médico, mesmo em cosméticos. O motivo é que, em geral, por sensibilizar a pele para conseguir o efeito, os ácidos pedem cuidados especiais. Os principais são evitar a exposição solar, utilizar sempre protetor solar com FPS 30 ou maior e investir em produtos que hidratem e acalmem a pele. A seguir você confere uma lista com sete ácidos para o uso na pele. Descubra qual deles se encaixa as necessidades da sua pele.

Ácido mandélico

O ácido mandélico é encontrado em dermocosméticos, também pode ser preparado em formulações manipuladas e, mais raramente, utilizado para realização de peeling químicos em consultório. "Sua principal ação é despigmentante: é indicado essencialmente no tratamento do melasma, isolado ou associado a outras substâncias com a mesma ação", explica Ricardo Limongi. "É menos eficaz que o glicólico, por isso menos utilizado e indicado essencialmente para pacientes que não toleram bem o glicólico".

Cuidados: como qualquer substância irritativa, o uso do ácido mandélico deve ser monitorado para evitar traumatizar a pele. Deve-se monitorar também a associação com outros produtos também irritantes. Pelo seu efeito de afinar a pele, torna-a mais suscetível aos danos causados pela radiação ultravioleta. Recomenda-se evitar exposição excessiva ao sol e uso de protetor solar com FPS mínimo de 30.