Como tirar manchas de espinhas? Confira os melhores tratamentos

Tratamentos e número de sessões variam conforme a intensidade das manchas

POR NATHALIE AYRES - ATUALIZADO EM 25/08/2016

Ter acne é um dos incômodos mais presentes entre os adolescentes, e até de alguns adultos. E mesmo que as espinhas e as inflamações cutâneas não apareçam mais, há um outro drama que essas pessoas podem ter de lidar: as manchas e cicatrizes ocasionadas pelas espinhas.


As manchas costumam ser mais comuns e podem aparecer nos mesmos locais onde há uma espinha. Isso porque o pigmento da pele atua como protetor, por isso pode acontecer de o pigmento cobrir o local onde a lesão está localizada. principalmente se a espinha for espremida", explica a dermatologista Mônica Aribi, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD). Pessoas com a pele mais propensa a se bronzear também podem ter mais manchas, já que é uma pele que se pigmenta mais facilmente.

Mas, de acordo com a dermatologista Daniela Pimentel, muitas vezes as manchas são, na verdade, acne ativa. "Muitas pessoas apresentam manchinhas levemente inflamadas que são espinhas sem pústulas, e que então precisam ser tratadas como acne", conta a especialista, membro da SBD e médica assistente e colaboradora do Serviço de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (Unisa), em São Paulo.

Já as cicatrizes são mais comuns em pessoas que tiveram graus mais severos de acne. "Ela ocorre devido a uma destruição do tecido: quanto mais grave o problema, maior a lesão que ele causa e mais profunda a cicatriz", considera a dermatologista Meire Parada, diretora da SBCD. De modo geral, elas são desníveis da pele que acompanham as manchas.

A boa notícia é que as manchas e cicatrizes podem ser tratados com procedimentos estéticos. Conheça alguns deles e entenda quando são mais utilizados:

Microagulhamento

O microagulhamento é considerado um ótimo tratamento tanto para a cicatriz quanto para tirar manchas de espinhas. O tratamento consiste no uso de microagulhas, normalmente dispostas em um rolo, que fazem pequenas lesões na pele, obrigando-a a se reconstruir nessas regiões. "Para ter bom resultado nas cicatrizes, o especialista tem que ser mais agressivo, muitas vezes causando até sangramentos na região", explica Meire Parada. Mas depende, principalmente, do tipo de cicatriz.


Já no clareamento, o microagulhamento pode ser feito sozinho ou potencializando a ação de alguns ativos de clareamento, como o ácido ascórbico. Quando sozinho, ele atua reorganizando a pele, que acaba se reconstituindo com cor mais uniforme. Porém, quando se usa algum ativo, ele acaba entrando melhor na pele através das lesões feitas pelas agulhas, agindo mais rapidamente (este método é chamado de drug delivering).

No entanto, o tratamento é contraindicado para pele mais escuras, que tem maior propensão a manchas na pele. "Há um risco muito grande do paciente apresentar um clareamento inicial, mas depois ter um efeito rebote com novas manchas", considera Mônica Aribi. Isso ocorre porque o tratamento causa lesões, o que pode gerar acúmulo de pigmento na região, ainda mais se não houver proteção solar.

Resultados esperados: O microagulhamento costuma trazer afinamento da pele, além de deixa-la mais uniforme na cor e na textura. Após a primeira sessão já é possível sentir resultados, mas no geral o indicado é fazer de três a seis aplicações, com intervalos de 30 dias no mínimo.