Medo de fazer cirurgia plástica deve ser conversado com o cirurgião

O médico é a melhor pessoa para explicar cada um dos processos e esclarecer o que está causando receio no paciente

ARTIGO DE ESPECIALISTA - ATUALIZADO EM 23/11/2016

Dr. Wagner Montenegro
Cirurgia Plástica - CRM 51769/SP
especialista minha vida

É comum nos depararmos com pessoas que nutrem um grande medo em relação aos procedimentos cirúrgicos com fins estéticos, principalmente alguns em específico, como é, por exemplo, o caso da lipoaspiração. Por conta de uma carência na divulgação de informações mais esclarecedoras sobre cirurgia plástica e uma maior atenção da mídia na cobertura dos casos de erro ou complicações, criaram-se muitos mitos e tabus que resultam em um temor além do normal. O paciente que é um pouco inseguro muitas vezes vai buscar na internet a solução para suas dúvidas, lá ele se depara com informações sérias, mas também encontra questões contraditórias, o que acaba deixando-o ainda mais confuso. Em meio aos sites e profissionais comprometidos em transmitir informações corretas, há leigos e profissionais pouco experientes que espalham inverdades sobre cirurgia plástica.

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O medo está relacionado ao desconhecido e isso se aplica a muitas coisas, inclusive à cirurgia plástica. Quando você não conhece algo, mesmo que aquele determinado fato envolva um risco pequeno, você terá mais medo ou receio. A partir do momento que o paciente conhece sobre a cirurgia plástica que pretende fazer e entende sobre os riscos que existem e o que eles representam, sana as dúvidas e desmente os mitos, a pessoa desenvolve mais segurança e confiança em sua decisão por fazer o procedimento.

É função do cirurgião plástico e de sua equipe médica explicar ao paciente o passo a passo de todo o procedimento antes, durante e depois, como um mapa do processo cirúrgico. É muito importante que a pessoa entenda como será desde o momento da sua chegada ao hospital, do papel do acompanhante, o decorrer do procedimento cirúrgico, como ela voltará da anestesia, a volta para a casa, o que ela vai sentir e como deve agir no período pós-operatório, os possíveis incômodos, o reestabelecimento dia a dia até a recuperação total. Por ser uma cirurgia eletiva, em que não há o caráter de urgência e que pode ser agendada para a data que for mais oportuna ao paciente e ao cirurgião, a cirurgia plástica é um tipo de procedimento ao qual é imperativa a minimização de riscos, pois eles são em parte mais "previsíveis".

Como qualquer cirurgia, as estéticas também incluem riscos de complicações. Embora sejam procedimentos pouco invasivos, que mantêm intactos os órgãos internos, a plástica envolve incisões, anestesia e manipulação de tecidos, como a pele. Há uma série de fatores que precisam ser seguidos para afastar e diminuir os riscos: um cirurgião plástico experiente, equipe médica completa e com experiência, que trabalhe junto há muito tempo e tenha como rotineiro o procedimento que o paciente pretende fazer, a cirurgia ser realizada num local seguro, o paciente estar em boas condições de saúde para se submeter ao procedimento e outros. O cirurgião plástico trabalha com o objetivo maior de poupar seu paciente das complicações durante e após a cirurgia, se certificando de que todos os itens de segurança sejam seguidos à risca.

Se a pessoa consultou um bom profissional, o médico esclareceu todos os detalhes sobre a cirurgia, todos os passos e o paciente ainda assim continua com medo, demonstrando insegurança, é recomendado que ele não passe pela cirurgia. Em muitos casos o incômodo que motivou a pessoa a procurar por uma cirurgia plástica não é suficiente para suplantar o medo que ela cultivou sobre o procedimento. Normalmente, quando o paciente se sente completamente informado, avalia de forma clara os riscos reais, tem um bom relacionamento com seu médico, profissional no qual ele confia, o medo é superado pelas informações e a vontade de fazer a cirurgia plástica prevalece.

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