Peeling químico pede cuidado em sua aplicação

Tratamento usa substâncias que destroem a pele para que ela se regenere mais jovem

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 23/08/2016

Dra. Bhertha Tamura
Dermatologia - CRM 67946/SP
especialista minha vida

O peeling químico é um tratamento cujo objetivo é provocar uma esfoliação ou destruição de uma certa profundidade da pele. Quando ela se reconstituir, estará mais jovem ou com menos manchas e espinhas, pois o colágeno e outras estruturas da pele serão estimuladas a se renovarem.

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Mas não basta aplicar qualquer produto na pele para conseguir o efeito do rejuvenescimento. Não é tão simples e muito menos seguro sem uma indicação precisa.

Os peelings mal aplicados podem levar a sérias queimaduras, alguns dos produtos aprovados exigem rigoroso monitoramento cardíaco, pois podem levar a arritmias, intoxicações gravíssimas, cicatrizes e manchas na pele, algumas irreversíveis. A área a ser tratada também é especificada para cada produto e para cada profundidade do seu efeito.

Classificação dos peelings químicos

Os peelings de modo geral são classificados em: muito superficial, superficial, médio e profundo. Os superficiais, médio e profundo, que ofereçam resultados devem ser aplicados por médicos e os médios e profundos, por médicos experientes, treinados e com formação específica aliado ao profundo conhecimento da pele, dos cuidados pré e pós-tratamento e principalmente, do tratamento das possíveis complicações. Quanto mais profundo o peeling, maiores e mais complexas as complicações.

As técnicas do peeling químico variam com o uso de produtos específicos que esfoliam ou destroem as camadas da pele de forma controlada e que efetivamente provocam o estímulo do colágeno (quando o objetivo é o rejuvenescimento), ou a melhora da acne, manchas ou cicatrizes.

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Peeling químico dói?

Costumo dizer que sem dor não há ganho (tradução da célebre frase: ?no pain, no gain?) para explicar os tipos e resultados desses tratamentos. Quero dizer, para manter bem a pele e obter alguns resultados, especialmente para espinhas, um peeling superficial bem feito, quer seja único ou em sessões traz excelente resultado quando aliado a outros tratamentos dermatológicos; um peeling médio, melhora a pele envelhecida alguns anos e um profundo mais alguns anos. Ou seja, quanto mais profundo for o peeling, maior o resultado, assim como o tempo de recuperação, pior o aspecto após o procedimento, maior tempo de ?convalescência? e da ?dor? e maiores os riscos de complicações.

Conheça as substâncias usadas no peeling químico

As substâncias mais utilizadas para os peelings químicos superficiais são os retinóides, o ácido glicólico, o ácido salicílico e alguns outros menos frequentes. Todos em concentrações mais baixas, pois em maiores podem trazer resultados de um peeling médio e até complicações de um peeling profundo.

Nos peelings químicos médios, em geral, são utilizados o ácido tricloroacético, concentrações específicas de fenol (cardiotóxico), ácido glicólico e outros menos comuns.

Os profundos requerem ácido tricloroacético, glicólico em concentrações altas e o fenol em formulação também exclusivas.

O que esperar de um peeling químico?

Os peelings são conhecidos pelo seu efeito rejuvenescedor, desde melhorar a qualidade da pele, como realmente reverter rugas e pele muito danificada pelo sol. No entanto, ainda existem diversas outras indicações médicas como:

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  • Tratamento para acne ativa
  • Tratamento de manchas de pele
  • Coadjuvante de outros tratamentos
  • Tratamento de lesões pré-malignas, doenças raras.

O número de sessões e a frequência do procedimento vão ser determinadas pelo médico porque dependerá de todos os fatores que estamos discutindo no momento.

Efeitos colaterais do peeling químico

Alguns peelings muito superficiais e superficiais podem não doer, mas a maioria apresenta algum grau de ardor, e quanto maior a penetração ou profundidade do peeling e dependendo do produto aplicado a dor tende a ser bem maior, às vezes necessitando algum auxílio anestésico.

Outros problemas mais frequentes e temidos são a pigmentação pós inflamatória; a mais comum escura e a mais rara e pior, a branca; infecção por vírus, bacteriana ou fúngica; cicatrizes, queloides, áreas irregulares de alteração de pele, e até intoxicação sistêmica.

Em resumo, o tratamento com peelings é complexo e perigoso se mal indicado podendo levar até o risco de vida além das queimaduras com suas graves consequências. Não devemos encarar esse procedimento como se fosse algo tão simples e a supervisão do profissional médico, com experiência e qualificação é fundamental para a segurança do paciente.

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