Vitiligo pode causar distúrbios psicológicos

Diversos tratamentos podem evitar ou reduzir as manchas na pele

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 07/08/2008

Monica Carvalho
Dermatologia
especialista minha vida

O vitiligo tem um fator social importante porque, apesar de não trazer nenhum malefício ao bem estar e à saúde, atinge diretamente a aparência física. Por esta razão, prejudica a convivência, pode causar distúrbios psicológicos, o que contribui para o seu agravamento. É uma doença de pele adquirida, não contagiosa, que acomete 1% da população, caracterizada por manchas brancas (hipocrômia), bem delimitadas, com formas e extensões variadas que se espalham pelo corpo todo, inclusive o rosto.

Cerca de 50% dos pacientes desenvolvem alguma forma da doença antes dos 20 anos, mas o vitiligo pode aparecer em qualquer época. Pode ser desencadeado por diversos fatores, como estresse emocional, ansiedade, traumas físicos e exposição a substâncias químicas.

Existem algumas teorias que estão sendo estudadas para explicar suas causas, que podem ser genéticas (em 30% dos casos, há ocorrência familiar) ou auto-imunes (associação com doenças como diabetes, tireoidite, anemia e outras).

O tratamento é feito com fotoproteção, pois as lesões podem piorar com a exposição solar. Se ocorrerem ferimentos, novas manchas podem surgir.

Em muitos casos são indicados corticóides e medicamentos específicos para o problema. Hoje em dia existem medicamentos imunomoduladores (agem no sistema imunológico, impedindo a destruição do melanocito que é responsável pela produção de melanina.

Também está sendo usada com sucesso a luz ultravioleta B localizada, com o aparelho B Clear. Para as pessoas que não responderam aos tratamentos tópicos e medicamentosos, a terapia cirúrgica pode ser feita com enxertos com punch (colocação de pele pigmentada no local afetado), minienxertos, com ou sem raspagem, bolhas de sucção (dermoabrasão e aspiração a vácuo) e micropigmentação (técnica de tatuagem definitiva).

Para que haja sucesso no tratamento, um dos fatores fundamentais é a associação de sessões de psicoterapia.

Monica Carvalho é dermatologista com especialização em dermatologia infantil e dermatoscopia (estudo detallhado das "pintas do corpo pela UNIFESP). Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

Para saber mais, acesse: www.clinicamonicacarvalho.com.br









PUBLICIDADE