Efeito rebote ocorre em todo tipo de pele: aprenda a cuidar

Dermatologistas explicam que a oleosidade é importante para a pele e que é necessário evitar lavagens em excesso

POR BÁRBARA CORREA - PUBLICADO EM 17/04/2020

Você tem se dedicado ainda mais a uma rotina de skincare nesses últimos tempos, mas tem sentido que sua pele piorou? De repente, começou a perceber um aumento de oleosidade na região T? Calma, não desista de cuidar da sua pele! Dermatologistas explicam que isso pode ser ocasionado pelo efeito rebote.

"Quando exageramos na limpeza facial, produzimos microfissuras na última camada da pele, nossa barreira cutânea. Assim, parte dos pesquisadores acredita que a resposta do organismo ao remover toda a proteção produzida pela própria pele é o aumento da atividade das glândulas sebáceas, para compensar esse dano", explica o dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Marco Alexandre Dias da Rocha.

De acordo com ele, a oleosidade não deve ser vista como tão prejudicial, pois possui muitos efeitos benéficos para ele. Entre eles os principais são:

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  • Proteção
  • Manutenção do pH
  • Defesa contra microorganismos patogênicos

No entanto, caso a sua pele esteja tendo uma produção excessiva de oleosidade devido ao efeito rebote, não deixe de consultar um especialista.

Segundo a dermatologista da clínica Dr André Braz no RJ, Laís Leonor, o aumento da oleosidade pode ocasionar desde de coceira e irritação na região afetada até cravos, espinhas, pústulas e cicatrizes.

O efeito rebote acontece só em peles oleosas?

Ainda que a produção de sebo esteja mais associada a peles mistas ou oleosas, Laís afirma que o efeito rebote pode acontecer em todos os tipos de pele.

"Todo tipo de pele necessita de cuidados específicos, uma vez que a falta de hidratação dá efeito rebote principalmente na zona T", explica ela, que completa: "A falta de hidratação consiste numa agressão à pele. Logo, as glândulas sebáceas produzem maior quantidade de sebo, pois entendem que a pele está desprotegida. Fica desidratada, porém oleosa".

Outras causas para o aumento da oleosidade

O controle da produção da oleosidade é complexo e associado a diferentes estímulos, não só hormonais. O dermatologista Marco Alexandre explica outros fatores que podem estar causando o aumento da oleosidade na sua pele:

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  • Ambientais: o calor e a poluição aumentam a produção das glândulas sebáceas, piorando a oleosidade
  • Alimentação: alimentos de alto índice glicêmico liberam grande quantidade de açúcar na circulação, após serem ingeridos. Como consequência, há excesso de produção de insulina, a qual estimula o aumento da produção do sebo pelas glândulas sebáceas
  • Dormir com maquiagem: A maquiagem pode funcionar como uma barreira à drenagem das secreções das glândulas da pele, entupindo os poros e assim favorecendo o desenvolvimento da acne.

Como tratar?

Laís afirma que a rotina de cuidados com a pele deve ocorrer duas vezes ao dia, pela manhã e à noite.

Pela manhã: É importante limpar a pele com sabonete específico ao tipo de pele (consulte um dermatologista), tonificá-la para refrescar e estabelecer um pH natural. Logo em seguida, aproveitar a pele limpa para receber ativos como vitamina C, hidratantes e a proteção solar.

Pela noite: A noite, o demaquilante é indicado seguido de produtos para regeneração noturna. "Quando o tratamento tópico não é suficiente, podemos utilizar bloqueadores hormonais (neste caso somente em mulheres), o zinco oral e até a isotretinoína em casos extremos", acrescenta Marco.

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