Sexo, finanças pessoais e emprego também são prejudicados pelo cigarro

Fumar afeta o desempenho sexual, o rendimento no trabalho e tira um bom dinheiro do seu bolso

POR NATHALIE AYRES - ATUALIZADO EM 12/09/2016

Que o cigarro faz mal à saúde, estamos todos carecas de saber! As substâncias presentes em sua composição trazem diversos males ao corpo humano: inflamações pulmonares como a DPOC; diversos tipos de cânceres, como de pulmão, garganta e boca; problemas cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e elevação do colesterol LDL... A lista é imensa.

Mas você já reparou como o cigarro pode afetar outros aspectos do dia a dia? "Constatamos, por exemplo, que o prejuízo na respiração decorrente do cigarro atrapalha atividades físicas, como esportes e o sexo; com a proibição de fumar em locais fechados o fumante fica de fora de papos com os amigos quando sai para fumar; o cheiro do cigarro traz reclamações do companheiro; o exemplo que adultos fumantes dão para seus filhos...", enumera a psicóloga Ana Carolina Schmidt de Oliveira, especialista em dependência química.

De acordo com a cardiologista Jaqueline Issa, coordenadora do Programa de Tratamento do Tabagismo do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), muitas vezes as pessoas decidem parar de fumar apenas quando algo lhes causa um estalo. Por isso mesmo, listamos que outros setores da vida acabam sendo prejudicados pelo tabagismo. Que tal conferi-los antes de acender o próximo cigarro?

Vida profissional

Outra forma indireta do cigarro mexer com seu dinheiro está nos gastos profissionais. Uma pesquisa conduzida pelo grupo WED Consultoria, empresa que trabalha com programas de qualidade de vida, resolveu contabilizar o tempo que um fumante perde de trabalho. "Um funcionário que fuma gasta em média quatro vezes mais com assistência de saúde, além de ter 34 faltas a mais por motivos de saúde do que os outros. E se somarmos que ele tire ao menos dois intervalos de 10 minutos para fumar, no final das contas ele perde duas semanas de trabalho", explica a enfermeira Evelen Spila, especializada em oncologia clínica e diretora da WED Consultoria.

Mas será que isso é levado em conta na hora da contratação? A especialista não sabe dizer, mas especula. ?Não acredito que isso seja um critério direto para tirar um funcionário de um processo seletivo, mas se você pegar os questionários iniciais, verá que muitas empresas perguntam isso. E então vai da politica interna de cada local", comenta.