Feng Shui não está fora de moda

Aposte no planejamento dos cômodos para criar um ambiente tranquilo

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 30/12/2009

Desde 1998, ouvimos falar do Feng Shui. Uma arte ou técnica chinesa de harmonizar e equilibrar um ambiente. Um dia desses, conversando com uma pessoa, disse-me que o Feng Shui estava fora de moda. Um conhecimento tão antigo tem grande contribuição em um mundo moderno e deve ser considerado como algo atual, como uma ferramenta importante para a transformação dos ambientes. Isso mostra como às vezes temos a idéia sobre algo de uma forma muito superficial Devemos buscar uma maior compreensão e interpretação daquilo que gostamos, pois deixamos de usufruir cem por cento daquilo que nos pode ajudar. Numa simples mudança de lugar de um móvel ou objeto em uma sala ou quarto, proporciona um bem estar incrível. Geralmente, ao aproveitar espaços em cantos, móveis são colocados de uma forma a deixar espaço atrás, no canto da parede. Nessa posição as laterais do móvel formam com as paredes, "ondas de forma", prejudiciais à pessoa sob sua influência.

São emanações muito fracas que, com o passar do tempo, causam transtornos e desequilíbrios, tais como irritações, estresse, insônia, esgotamento. Esses sintomas ocorrem com mais freqüência em crianças, idosos e pessoas doentes. Uma dica interessante seria colocar o móvel paralelo a uma das paredes, preenchendo todo o canto. Outra coisa insatisfatória nas residências são as quinas produzidas pelas colunas e vigas. A forma de 90º graus da quina tem a capacidade de captar energia e enviar em forma de flecha para fora, o que é chamado de "shar" no Feng Shui. É uma vibração muito pequena, não percebida por instrumentos, mas captada por radiestesistas. Com o uso do pêndulo, podemos avaliar com precisão essas energias. A pessoa exposta a essa energia, durante muito tempo; ao longo de alguns anos, podem apresentar problemas de saúde. Não é interessante tê-las ao lado da cama, no quarto ou em frente a um computador. Nesse caso o ideal é arredondar todas as quinas da nossa residência ou se for o caso, também no local de trabalho. É interessante observar que os povos antigos construíam suas habitações sem quinas aparentes. As tendas dos índios americanos, os iglus dos esquimós, habitações da Mongólia, China, Japão e dos nossos índios. Esses povos tinham uma sabedoria em relação ao que poderia ser prejudicial na sua forma de habitar um local.

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Uma simples mudança de lugar de um móvel ou objeto em uma sala ou quarto, proporciona um bem estar incrível.

O Feng Shui que significa vento e água é uma forma de harmonizar e equilibrar um ambiente, seja casa, área rural, empresa, hospital. É uma sabedoria milenar, que engloba desde filosofia, religião, arquitetura, psicologia, geografia e tantos outros conhecimentos que foram sendo passados através dos séculos. O que geralmente fazemos é levar ao pé da letra, sem uma interpretação mais profunda. Existem várias escolas de Feng Shui. Todas cumprem bem o seu papel na harmonização. Acho que a forma de vermos o mundo ao nosso lado como sendo somente um mundo macroscópico, não nos permite reconhecer e interpretar outro mundo invisível, que é o que faz acontecer às coisas. Ao vermos TV, sentados em um sofá na nossa sala, vemos um mundo macroscópico ao nosso redor com móveis, pessoas aparelhos, objetos de decoração, plantas. Mas na verdade estamos imersos em uma "sopa" de vibrações e freqüências de todos os tipos. Esse é o universo microscópico. Ele é que faz funcionar a nossa realidade. O Feng Shui atua de modo a alterar essas vibrações para melhor. Nesse caso o nosso pensamento é o ingrediente mais importante para modificar o que está em desequilíbrio, para bem estar e harmonia. O pensamento sempre vem junto com energia e sentimento. Estão sempre juntos. É por isso que desequilibramos mais o ambiente do que este nos desequilibra. O nosso pensamento tem a capacidade de interferir para melhor ou pior em nossa residência. Ele vai trabalhar nesse universo microscópico, no qual não pensamos a respeito. O Feng Shui não é mágico. É um mecanismo ou artifício que faz com que ancoremos idéias que vão alterar o mundo microscópico ao nosso redor. E aqui vale lembrar a ajuda que a física quântica pode nos dar para a compreensão da atuação do Feng Shui. Tudo o que se coloca para a harmonização, as chamadas "curas", nos remete às "egrégoras" ou associações culturais e, a pessoa ao olhar sempre para esses objetos com o pensamento naquilo que eles vão potencializar, está dinamizando e fazendo as coisas acontecerem.

Esses objetos de equilíbrio posicionados em locais estratégicos trabalham em um mundo microscópico para ajudar ao morador, sempre de uma forma psíquica e vibratória. Eis a magia do Feng Shui, que os antigos conheciam, que funciona em um mundo real, mas que não tomamos consciência nem interpretamos dessa forma. Geralmente fazemos a harmonização e a partir daí esquecemos para o que serve tudo aquilo que colocamos. A reverência as idéias e aos conceitos do Feng Shui, ficaria bem colocada como prática diária para a manutenção do equilíbrio, harmonia e bem estar na nossa casa. Fazendo uma síntese, a premissa do Feng Shui é que podemos ter mais satisfação na vida com a contribuição dos espaços harmoniosos. Podemos mudar o nosso destino para melhor, através do uso de "curas" do Feng Shui. Trata-se de um mecanismo que ajuda a você a ancorar estratégias mentais que o ligam a "energia primordial" ao seu redor, disponibilizando-o às riquezas, à abundância e a tudo o que você se sentir pronto para receber. Ele equilibra e harmoniza nosso espaço, deixando-o mais leve, livre, limpo e acolhedor, proporcionando um ambiente saudável para toda a nossa família ou funcionários em empresas.