Vaidade pode construir relacionamentos superficiais

Livre-se de relacionamentos que só servem para disfarçar o vazio e a carência

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 20/07/2010

Desde que o ser humano existe há vaidade no mundo. Pinturas nas cavernas revelam histórias ainda modernas, maquiagem indígena é coisa famosa, Cleópatra virou mito pela beleza. Hoje, a vaidade, mais do que nunca, virou indústria capaz de fabricar comportamentos e conceitos duvidosos, na maioria das vezes.

Entretanto, essa vaidade que conhecemos só é poderosa assim graças a outro tipo de vaidade: a vaidade da alma, ainda mais perigosa. Essa vaidade, mãe do orgulho e da "superioridade", no mínimo, provoca separações. Mas é ela também que mantém pessoas aparentemente juntas. Uma conhecida outro dia me disse que continuava com o namorado porque não queria dar o braço a torcer para as "outras" que o assediavam. "Você gosta dele?", perguntei. "Não sei, acho que não mais, ele me traiu muito", foi a resposta. Sinceramente, nem sei o que dizer numa hora dessas, mas a gente sabe que ficando "junto" assim, essa moça perde a chance de encontrar um amor de verdade por pura vaidade.

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E vamos ser justos, não é só mulher que se deixa arrebatar pela danada da vaidade: os homens, na ânsia de "demarcar território" (sim, a maioria ainda acha que precisa), faz muita bobagem para demonstrar poder (profissional, pessoal, afetivo). Quantas vezes esse homem vaidoso precisa de uma mulher bonita a tiracolo só para aparentar algum status? E nem estamos falando das garotas "profissionais", e, sim, dos relacionamentos de mentira que servem para disfarçar o vazio, a carência ou o medo da solidão. O assunto é vasto e seria preciso filosofar um bocado com os grandes nomes dessa nossa ciência para chegar, provavelmente, a lugar nenhum.

A gente nem consegue pensar em respostas para o tanto de pergunta que se faz. Ainda bem, né? Se fosse o contrário, estaria estabelecida uma tirania coletiva capaz de gerar ainda mais preconceito e discriminação. Mas, fica a dica: pensar sempre é bom, nunca é demais, desde que o pensamento seja livre do orgulho medíocre que restringe nossos comportamentos a meros julgamentos automáticos e vaidosos. Além disso, pensar na motivação antes de agir sempre melhora o movimento, e, claro, o resultado.