Tipos de estresse: diferentes causas e tratamentos

Se você sofre de estresse, é importante identificar o tipo pelos sintomas e duração deles

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 27/07/2018

O estresse é uma reação orgânica do corpo feita para nos proteger. Imagine uma época em que os seres humanos viviam em meio aos animais, por exemplo. Ao se deparar com algum perigo, nosso organismo ativa um sistema que nos permite lutar ou fugir. Diante de situações ameaçadoras, essa reação autônoma do nosso corpo é essencial.

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No entanto, alguns sinais podem ser indícios de que nosso estresse está passando dos limites e nos prejudicando. Se você sofre de estresse, é importante identificar qual é o tipo, já que tem diferentes causas e tratamentos.

Estresse agudo

As situações que desencadeiam um estresse agudo podem variar de pessoa para pessoa. Há quem já sinta os sintomas do estresse diante de um simples atraso para chegar no trabalho, enquanto outras pessoas só chegam a este ponto quando passam por um assalto, por exemplo.

De acordo com o psiquiatra Roney Vargas Barata, da Aliança Instituto de Oncologia, sintomas da reação aguda ao estresse passam em grande parte pelos sintomas ansiosos como:

  • ativação psíquica
  • instabilidade de humor
  • apreensão
  • insegurança.
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A Associação Americana de Psicologia ainda descreve sintomas físicos de quem passou por estresse agudo:

  • Dor de cabeça tensional
  • dor nas costas
  • dor na mandíbula
  • dores musculares em geral
  • azia
  • flatulência
  • diarreia
  • palpitações cardíacas
  • aumento de pressão
  • mãos suando.

Por se decorrente de estímulos pontuais, os sintomas de estresse agudo costumam ir se atenuando quando o episódio estressante se afasta. No entanto, Roney indica avaliar se estímulo estressor é isolado ou se ele se mantém ou ocorre de forma intermitente ao longo do tempo. Se ela se mantiver, é importante agir para que ela se modifique ou mudar a visão sobre ela.

Estresse agudo episódico

A Associação Americana de Psicologia ainda define o estresse agudo episódico, que é quando esses estímulos que causam as reações agudas ao estresse se repetem com frequência.

Neste caso, os mesmos sintomas do estresse agudo persistem e voltam.

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"Devemos considerar se a intensidade dos sintomas é desproporcional ou a duração dos sintomas é superior ao que se espera da média da população, como um possível critério para merecer atenção clínica, ou minimamente ou mudança no ambiente do indivíduo", discorre Roney.

Estresse crônico

Quando uma pessoa se mantém continuamente estressada, e isso faz parte da rotina, o estresse pode estar se tornando crônico. Neste caso, as reações do corpo ao estresse e os sintomas não vão embora, afetando diversas áreas da vida. O estresse crônico é um fator de risco para ansiedade e depressão

De acordo com o psiquiatra Mário Louzã, o estresse crônico é prejudicial ao corpo principalmente porque alguns hormônios, particularmente o cortisol, começam a entrar em ação. "Se o cortisol fica muito elevado durante dias, semanas, começa a gerar problema para o organismo, que não foi feito pra ter esse hormônio em sobrecarga", explica ele.

Alguém que tem estresse crônico apresenta sintomas físicos e emocionais, como:

  • fadiga
  • desgaste
  • mal estar
  • cansaço
  • esgotamento
  • aumento da vigilância
  • dificuldade em relaxar e descansar
  • desânimo
  • tristeza
  • sensação de fracasso
  • dificuldade de sentir prazer
  • alteração do sono.
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Mário ainda alerta para a possibilidade de que o estresse crônico se transforme na Síndrome de Burnout, doença principalmente relacionada ao trabalho.

O psiquiatra explica que o melhor tratamento para uma pessoa que está passando por estresse crônico é descanso. No entanto, com o uso de smartphones, as obrigações acabam invadindo até os momentos que deveriam ser reservados a ele. Por isso, Louzã ainda aconselha que se reserve momentos para ficar sem os aparelhos.

Transtorno do estresse pós-traumático

Quando o episódio que desencadeou o estresse agudo representou ameaça à sua vida ou à vida de terceiros, é possível que a pessoa desenvolva o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT). Ele pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.

Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez. Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais.