Bebês prematuros totalizam 10,5% dos nascimentos no Brasil

Prematuridade é a principal causa de mortalidade até os sete dias de vida

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 27/02/2013

Um estudo do Ministério da Saúde coordenado pela Fiocruz estima que 10,5% dos nascimentos no Brasil sejam prematuros. Uma gestação normal dura entre 37 e 42 semanas, mas fatores como a idade da mãe, hipertensão, diabetes gestacional, infecção urinária durante a gravidez, má formação do feto e parto cesariana podem anteceder o nascimento. Os números são resultados preliminares divulgados ontem no Rio de Janeiro em uma conferência da rede global de academias nacionais de ciência.

Para a pesquisa, foram entrevistadas 24 mil gestantes e todas foram acompanhadas por até 60 dias após o parto. Do total de nascimentos, 52% foram por cesárea e11% dos bebês precisaram de suporte para respirar ao nascer. A prematuridade é a principal causa de mortalidade de crianças com até sete dias de vida, sendo responsável por 28% dos óbitos.

Um levantamento divulgado no ano passado pela Organização Mundial da Saúde apontou o Brasil como o décimo país do mundo com maior número de nascimentos de bebês prematuros. Em 2010, foram quase 280 mil casos. Pra tentar descobrir as causas desses números alarmantes, foi anunciada no evento uma parceria entre a Fundação Bill e Melinda Gates e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


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A seguir, veja cuidados especiais que bebês prematuros requerem para que tenham desenvolvimento pleno:

Vínculo com a mãe

Após o nascimento, o bebê prematuro pode precisar passar dias, semanas ou até mesmo meses na UTI neonatal, o que pode prejudicar o vínculo afetivo com os pais. Muitos hospitais oferecem alternativas a esse distanciamento. "Cada vez mais maternidades têm usado o "método canguru" para estimular o contato entre mãe e filho", aponta o pediatra Sylvio. O procedimento é simples e consiste em manter a criança em contato pele a pele no peito do adulto pelo maior período de tempo possível.

Além da ligação com a mãe, o método estimula o sistema sensorial do recém-nascido, eleva a oferta do leite materno - diminuindo os riscos de contrair infecções - e ainda ajuda no controle térmico do bebê. O profissional alerta, entretanto, que a aplicação do método canguru depende da gravidade do caso da criança e apenas um médico poderá autorizá-lo.