Parto normal é mais seguro para bebês prematuros, diz estudo

Cesariana aumenta a incidência de problemas respiratórios nos recém-nascidos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 10/05/2013

Bebês muito prematuros nascidos através de parto normal apresentam menos complicações respiratórias em comparação com os nascidos através de cesariana. Isso é o que diz um estudo realizado pela Johns Hopkins School of Medicine, nos Estados Unidos, e publicado dia 9 de abril no periódico note-americano Obstetrics & Gynecology.

Os pesquisadores detectaram que, independente do motivo pelo qual foi optado pelo parto cesariana, o parto normal mostrou-se mais seguro. A suspeita é de que o trabalho de parto, as contrações e o esmagamento natural ajudem a limpar os pulmões dos bebês, permitindo-lhes um melhor status respiratório ao nascimento.

Nesta pesquisa, foram analisados prontuários médicos de 20.231 bebês nascidos em Nova Iorque entre 1995 e 2003. Todos eles tinham entre 24 e 34 semanas de gestação no momento do nascimento (a gestação normal dura entre 37 e 42 semanas). Dois terços (13.487) dos bebês haviam nascido por parto normal.

Depois de analisar dados como idade materna, raça e outras condições de saúde, os pesquisadores encontraram que 39% os bebês nascidos através de cesariana apresentaram problemas respiratórios, enquanto 26% dos bebês nascidos através de parto natural tiveram os mesmos problemas.

A incidência de cesarianas está em ascendência. Dados do U.S. Centers for Disease Control and Prevention, mostram que o número de cesáreas saltou de um em cada cinco, em 1996, para ume em cada três, em 2010, nos Estados Unidos. No Brasil, A taxa nacional de cesarianas é de 39% e em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40%, segundo dados de 2002 do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc). Há circunstâncias, como sangramento materno, em que o parto cesárea está indicado. No entanto, de acordo com os pesquisadores, não há muita informação quanto à indicação de tipo de parto para bebês prematuros, geralmente mais frágeis que bebês nascidos no tempo certo.

Hábitos que favorecem o parto prematuro

Ter um bebê antes do tempo não envolve apenas os transtornos de correr para a maternidade quando menos se espera. Um parto prematuro envolve uma série de riscos para a saúde da criança. Em geral os partos prematuros estão relacionados a diversos fatores de risco, principalmente relacionados a hábitos de vida. Conheça os principais, para evitar que esse problema ocorra na sua gravidez.

Tabagismo

Este é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. De acordo com especialista em medicina fetal Silvia Herrera, o fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. "As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos", explica a médica.