Obesidade na gravidez aumenta as chances de parto prematuro, comprova estudo

Quanto maior o IMC da mulher no início da gestação, maiores os riscos para a mãe e o feto

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 17/06/2013

Um dos primeiros conselhos que um médico dá a uma mulher com sobrepeso que queira engravidar é: perca peso e fique dentro do Índice de Massa Corporal (IMC) ideal. É sabido entre os especialistas que quanto maior o peso da mãe, mais riscos de saúde ela e o bebê têm. Mas se você só acredita em algo com muitas provas, um estudo sueco veio para comprovar que a melhor decisão é começar a gestação em forma.

Publicada no dia 12 de junho no Journal of American Medical Association, a pesquisa verificou os dados sobre os partos feitos na Suécia 1992 e 2010. Com isso, mais de 1,5 milhão de partos foram analisados. Os cientistas verificaram a relação entre o IMC da mãe, medido na primeira consulta pré-natal, e o parto prematuro (aquele que ocorre antes da 34ª semana).

O risco de parto extremamente prematuro foi 25% maior em mulheres consideradas com sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9) e até 60% maior em futuras mamães obesas (com IMC maior do que 30). Além disso, as grávidas com sobrepeso tem maior risco de apresentarem doenças como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia (o desenvolvimento de pressão alta após a 20ª semana de gravidez), que podem tornar a gravidez de risco, tanto para a mãe quanto para o bebê, por isso os cientistas também relacionaram casos maiores de complicações e até mesmo morte nesse tipo de gestante.

Fique longe do parto prematuro
Outros hábitos podem estar associados ao nascimento do bebê mais cedo do que o normal. Confira quais são eles e evite-os desde o início na gestação.

Tabagismo

Este é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. De acordo com especialista em medicina fetal Silvia Herrera, o fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. "As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos", explica a médica.