Obesidade na gravidez tem relação com morte do bebê antes e depois do parto, diz estudo

IMC alto pode elevar em até três vezes o risco de complicações com bebê

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 16/04/2014

As mulheres que têm um elevado índice de massa corporal (IMC) antes da gravidez ou nos primeiros estágios da gestação têm um risco muito maior de morte fetal, de o bebê nascer natimorto ou morte infantil do que as mulheres com um IMC normal, de acordo com nova pesquisa publicada dia 16 de abril na revista JAMA.

A equipe do Imperial College London, no Reino Unido, conduziu uma revisão de 38 estudos sobre IMC materno e risco de complicações na gravidez. Os estudos incluíram 10.147 mortes fetais, 16.273 natimortos, 4.311 mortes perinatais, 11.294 mortes neonatais e 4.983 mortes infantis. Os pesquisadores dividiram as mulheres nos seguintes grupos de IMC:

- O peso normal (IMC 18,5-25)
- Excesso de peso (IMC 25-30)
- Obesidade (IMC 30-35)
- Obesidade moderada (IMC 35-40)
- Obesidade grave (IMC 40-45)

Os pesquisadores descobriram que mesmo pequenos aumentos de IMC materno foram ligados a um maior risco de morte fetal, natimorto, morte neonatal, morte perinatal e mortalidade infantil. O IMC maternal acima de 40 foi associado ao maior risco. As mulheres nesta categoria tinham duas a três vezes mais chances de apresentar esses resultados, em comparação com as mulheres com um IMC de 20.

Além disso, até mesmo aumentos modestos no IMC materno foram associados com um risco aumentado de morte fetal, natimorto, morte neonatal, morte perinatal e mortalidade infantil.

Embora os investigadores tenham dito que mais pesquisas são necessárias para determinar por que um maior IMC materno aumenta o risco na gravidez, eles apontam que estudos anteriores têm sugerido que o excesso de peso ou obesidade pode aumentar o risco de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, diabetes tipo 2, hipertensão gestacional e anomalias congênitas.

Eles afirmam que os médicos devem levar em consideração orientações de gestão de peso para as mulheres que planejam a gravidez, de forma a reduzir o número de mortes fetais. No entanto, eles observam que a maioria dos estudos envolvidos na sua análise foi da Europa e América do Norte, onde as taxas de mortalidade fetal e infantil são significativamente mais baixas.

Afaste oito inimigos da sua saúde na gravidez
Dormir pouco, enfrentar situações de muita tensão, comer mal e pular refeições são maus hábitos que devem passar longe de qualquer rotina, principalmente a da gestante. Durante a gravidez, o sistema imunológico da mulher é responsável por manter sua saúde e ainda garantir que o bebê tenha o desenvolvimento adequado. Por isso, ao longo dos nove meses, os cuidados precisam ser redobrados e seguidos à risca para evitar uma série de inconvenientes. "Qualquer ameaça à saúde da mãe pode se estender em riscos ao bebê", afirma a ginecologista Bárbara Murayama, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Para passar longe dos perigos, veja as dicas que a especialista recomenda e não deixe de fazer o acompanhamento pré-natal com o ginecologista.

Diabetes gestacional

Cultivar uma alimentação balanceada, rica em vitaminas e minerais, é uma das formas mais eficazes de combater o diabetes gestacional e fortalecer o sistema imunológico. Os perigos da doença incluem pressão alta, acúmulo excessivo de líquido amniótico (que pode distender demais a barriga da gestante), mortalidade fetal e malformações.

Isso não significa, entretanto, restrições à mesa: frutas, verduras, legumes, hortaliças, carboidratos, proteínas e gorduras devem formar pratos muito coloridos. "Não se esqueça também de comer a cada três horas, o que evita crises de fome e de hipoglicemia", afirma a médica.

A especialista aconselha ainda que sejam evitadas refeições com muitos condimentos ou temperos em cubinhos, que pioram os enjôos e agravam a hipertensão. Alimentos crus são outra ameaça, porque podem transmitir toxoplasmose e verminoses.