A escolha do parto interfere na sua saúde íntima

Infecções e incontinência urinária são efeitos de uma má escolha

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 10/04/2007

Cesárea ou parto normal? Se antes essa era a maior dúvida das futuras mamães durante a gestação, quando se tratava do melhor método para dar à luz, agora já figuram novas alternativas de partos para a chegada do bebê, na posição de cócoras ao parto na água. "O médico que está acompanhando a gravidez da mulher sempre será o mais indicado para dizer qual é o procedimento mais adequado" , explica a ginecologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, Albertina Duarte.(veja aqui como escolher um bom médico)
As complicações de qualquer tipo de parto são imprevisíveis, por isso dependem de um profissional bem preparado para resolvê-las , avalia Albertina. Parto Normal
Esse procedimento de via natural não invade a cavidade abdominal, o que reduz o risco de infeções e hemorragias. Como pode durar entre três e 12 horas, é bom estar preparada para as fortes dores causadas pelas contrações do útero. Mas, hoje em dia, elas têm sido amenizadas com anestesia peridural.

Aplicada na camada mais externa, que reveste a medula, a injeção bloqueia a dor sem impedir os movimentos.A recuperação da mulher é bem mais rápida. A publicitária Claudia Rocha, 33 anos, mãe de Felipe, hoje com 5 anos, e de Ana Luiza, com 1 ano, optou pela cesárea no nascimento do primeiro filho, mas escolheu o método natural para o parto da menina. A dor é grande no normal , mas só durante o trabalho de parto , conta ela. Minha recuperação após a cesariana foi muito lenta. Só depois de 15 dias, conseguia me mexer direito , relembra.Atualmente, casos como o da Claudia estão cada vez mais comuns: mesmo tendo o primogênito com uma cirurgia, não houve dificuldade na hora de dar à luz uma menina de parto normal.

Nesse tipo de parto, é comum a criança nascer com a cabeça ovalada. Isso porque os ossos do crânio do bebê se sobrepõem para que seu diâmetro diminua e ele possa passar pelo canal vaginal (saiba mais sobre a importância da moleira para o bebê). Mas o formato volta ao normal em poucos dias. Estudos sugerem que ter muitos filhos pela via vaginal facilita lesões ao assoalho pélvico, aumentando o risco de incontinência urinária. Mas isso depende da idade da mãe e de outros fatores, como o sedentarismo. Cesareana
As futuras mamães chegam ao consultório cada vez mais decididas pela cirurgia. O Brasil já ocupou o posto de recordista na realização dessa técnica. Dos partos realizados aqui, 30% são cesarianos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o índice não ultrapasse os 15%.

Os médicos não discordam da utilidades da cesariana, o que se questiona é o uso desnecessário dela. Entretanto, em alguns casos, a cirurgia torna-se de fato obrigatória. Em qualquer situação de risco à mãe ou ao bebê, como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, diabetes

descompensados, descolamento de placenta ou mãe portadora do HIV esse é o parto recomendado , explica Albertina Duarte. Para as mulheres com os ossos da bacia estreitos, que estão esperando bebê com mais de 4 quilos ou posicionado inadequadamente no útero, também não existem dúvidas sobre a indicação.
Algumas vantagens tornam a cesárea a queridinha das mulheres. A gestante pode escolher o dia e a hora do parto, que dura cerca de uma hora e é indolor. Além disso, evita lesões ao assoalho pélvico. Em contrapartida, a cesariana aumenta o tempo de internação hospitalar e eleva em cinco vezes o risco de infecção.O pós-parto também costuma ser bem dolorido (veja as transformações que seu corpo atravessa após a chegada do bebê). Depois do nascimento, a paciente precisa de um certo repouso e enfrenta restrições de movimentos para proteger os pontos. A recuperação completa da mãe demora de 30 a 40 dias.

A fórceps
È um método bem antigo, lá dos tempos da vovó. Mas o instrumento, em forma de colher, ainda é utilizado como auxiliar no trabalho de parto. Ele é indicado quando a mãe ou o bebê demonstram sinais de estafa e sofrimento, mas só pode ser usado se o colo do útero estiver completamente dilatado. Ele é posicionado dentro do canal da vagina, para facilitar a passagem da criança. Apesar da aversão que as pessoas têm a esse aparelho, os médicos garantem: usado por mãos experientes, não há problema nenhum. "Caso contrário, pode machucar a criança, deixando seqüelas, como deficiências mentais e físicas" , explica a ginecologista, de São Paulo.

Na água
Muito popular na Rússia, a criança nasce em um recipiente (tina ou banheira) com água morna, o que evita o choque da troca de ambiente. Algumas maternidades dispõem de cadeiras especiais para o parto e de banheiras para esse método.

O objetivo desse procedimento é relaxar a paciente e diminuir as dores nas costas e na barriga. A temperatura da água deve estar em torno de 35 graus, mas, antes de iniciar a técnica, a gestante precisa ter no mínimo sete centímetros de dilatação. O método pode ser menos dolorido porque a grávida fica mais leve e se movimenta com facilidade.

Em casa
Para as mamães que desejam dar à luz com todo o conforto e aconchego do quarto, embora não sejam todos os obstetras que atendam partos em casa. Costuma ser feito por uma enfermeira obstetra ou por uma doula, acompanhante profissional de partos. Essa técnica permite maior participação da família e pode ser mais tranqüila para a mãe. Mas só é possível em gestações de baixo risco. E, mesmo nesses casos, é preciso levar e a falta de equipamento hospitalar adequado por perto no caso de eventuais complicações. Dessa forma, os riscos aumentam.

De Cócoras
O parto é normal, o que muda é a posição, sentada. O hábito vem das índias brasileiras e tem como aliada a incontornável ajuda da gravidade para o bebê a nascer. Mas também exige participação da mulher. O peso da criança, do útero e da placenta facilitariam o processo (saiba lidar com as lendas que envolvem a gestação)

O que você leva em conta na hora de decidir o seu tipo de parto?







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