Proteja o seu filho da obesidade infantil durante a gestação

Desnutrição e tabagismo da mãe podem provocar sobrepeso na criança

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 23/03/2011

Dra. Alessandra Rascovski Gobbi
Endocrinologia e Metabologia - CRM 80126/SP
especialista minha vida

Já na gestação, podemos dizer que a mulher pode promover uma programação pré-natal da criança. A herança genética está presente, mas alguns fatores durante a gestação podem acarretar anormalidades estruturais e funcionais que influenciarão o peso e o metabolismo do feto. Os principais fatores estudados são 3: Desnutrição da mãe, excesso de peso materno e tabagismo durante a gestação.

A influência da desnutrição ficou bem demonstrada na análise retrospectiva dos indivíduos, cujas mães passavam fome durante o primeiro e segundo trimestres de gestação em campos de concentração. A chance de desenvolver obesidade na vida adulta foi 94% maior do que o grupo de indivíduos que não sofreu desnutrição materna.

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Alimentação da mãe

O primeiro ambiente saudável para o bebê é a mãe. Engordar muito na gestação pode ser pior para o bebê do que para mãe.

Devemos lembrar que o primeiro ambiente saudável para o bebê é a mãe. Engordar muito durante a gestação pode ser pior para o bebê do que já ser uma mulher obesa que inicia uma gestação. A mulher que ganha muito durante a gestação, provavelmente passa algum neuro hormônio (que não conhecemos ainda), o que sinaliza para o hipotálamo da criança que deve armazenar mais gordura.

Mulheres diabéticas também são um fator de risco para obesidade infantil e para o desenvolvimento de diabetes na idade adulta. A hipoglicemia da mãe pode estimular muito o pâncreas da criança a secretar maiores quantidades de insulina, o que promove maior formação de células adiposas.

Tabagismo

Apesar de ser bastante divulgado que o tabagismo materno na gestação pode aumentar a chance do parto prematuro e o nascimento de bebês com baixo peso, vários estudos mostraram que crianças cujas mães fumavam na gestação tinham um aumento de aproximadamente 50 % de risco para obesidade, quando comparadas com crianças de mães não tabagistas.

Além disso, há evidências cientificas que os adolescentes expostos ao tabagismo materno, durante a vida fetal, apresentam alteração na composição corporal, ou seja, alteração da gordura corporal total e maior depósito de gordura visceral. Portanto, a melhor maneira de cuidar do seu bebê, é cuidando de sua própria saúde!