Como trocar fraldas do bebê

Confira dicas sobre higiene da criança e sobre quantas vezes é necessário fazer a troca

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 27/09/2014

Dr. Sylvio Renan
Pediatria - CRM 24699/SP
especialista minha vida

Uma das dúvidas que recebo com certa frequência das mães está em torno da troca de fraldas de seus filhos.

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Antes de tudo, é preciso deixar claro que o uso de fraldas é necessário até que a criança adquira controle total de eliminação de fezes e urina. A maturidade de controle de esfíncteres varia de criança para criança, mas, na maioria dos casos, ocorre entre 18 e 30 meses de vida.

Visando ajudar papais e mamães, reuni algumas dicas sobre como deve ser a troca, qual frequência, melhor material e como ajudar o pequeno no processo de desfralde.

Vamos às dicas:

Com que frequência trocar a fralda do bebê?

A fralda do bebê deve ser trocada com bastante frequência. Verifique frequentemente se ele urinou ou evacuou. Assim evita-se que o pequeno fique molhado ou em contato com fezes e assim prevenir possíveis infecções e assaduras

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Como deve ser a higienização na troca das fraldas?

Em toda troca, aconselho a aplicação de substâncias neutras (óleos ou cremes) e sem perfume após a limpeza. Estes produtos ajudarão a evitar o contato da pele delicada do bebê com suas secreções, e dessa forma prevenirão assaduras.

As fraldas podem ocasionar irritações?

Alguns bebês podem apresentar irritações e/ou alergias pelo uso de fraldas descartáveis. Isso se deve aos seguintes fatores: os plásticos utilizados em sua fabricação podem irritar a pele, além de provocarem abafamento, aumentando a sudorese no local, levando a irritações. A celulose do preenchimento da fralda é tratada quimicamente e alguns resíduos destas substâncias químicas podem permanecer no tecido e provocar irritações.

Quando o bebê apresenta uma irritação na área da fralda, é preciso, antes de tudo, trocar a marca do produto. Se, mesmo assim, a irritação persistir ou o bebê apresentar uma vermelhidão na região genital, é aconselhável entrar em contato com o pediatra da criança. Ele orientará quanto ao melhor tratamento, dependendo do tipo de lesão e sua possível causa.

Qual fralda é melhor para o bebê?

O uso de fraldas de pano seria a melhor opção, já que o tecido utilizado é o algodão, muito menos irritante para a pele, muito mais permeável, permitindo perda de calor e circulação de ar, diminuindo em muito o risco de irritações e alergias.

Qual fralda escolher?

Qualquer que seja a escolha do tipo de fralda (ou mesmo a marca) a ser utilizada, a mãe deve sempre observar a reação de seu bebê. Irritações locais, assaduras, choro constante sem causa aparente, podem ser sinais de que a fralda que está sendo utilizada está provocando reações. Neste caso deve-se mudar para outra marca ou mesmo o tipo de fralda.

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Outro importantíssimo fator a ser analisado é o dano ecológico das fraldas descartáveis para nosso planeta. Em um mundo habitado por 7 bilhões de pessoas e, sabendo que cerca de 30% desta população é de menores de 14 anos, podemos deferir que cerca de 4% dela compõe-se de crianças com 2 anos ou menos, o que significa que se utilizam de fralda. Teríamos então 280 milhões de bebês. Se calcularmos por baixo a utilização de fraldas em 5 por dia, teremos então 1,4 bilhão de fraldas descartadas na natureza, por dia. As fraldas descartáveis atualmente utilizadas levam de 300 a 500 anos para se decompor. Não há lugar para elas no planeta! Este, sim, é o maior cuidado que mães, pais, governo e fabricantes devem ter.

Com o que se apresenta de opções atualmente, acredito firmemente que a opção ideal é a fralda de pano.

Quando retirar a fralda?

O processo para desfraldar o bebê deve começar aos 18 meses, mas é algo longo e trabalhoso. A receita é iniciar o treinamento sabendo de antemão que tal processo pode se realizar em poucas semanas ou durar um tempo bem maior. Enquanto o bebê não amadurecer o controle de esfíncteres (que é comandado pelo sistema nervoso), de nada adianta tentar retirar a fralda, pois a criança não responderá. Além disso, os pais não devem ter expectativas de uma evolução simples, rápida e sem transtornos. Mães que insistem quando a criança se opõe não estão estimulando e sim inibindo a evolução natural do processo. Além disso, provocam sensações de insegurança e ansiedade no baixinho.