Ciência identifica fatores que podem ocasionar alergias em bebês

Pesquisa mostra que dentro de casa podem haver substâncias prejudiciais às crianças. Veja como protegê-las

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 23/04/2018

Alergias e irritações na pele do bebê tiram a alegria de qualquer mãe. E muitas vezes, principalmente quando as crianças são muito pequenas, não é tão simples saber qual foi a causa do problema. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Medicina Northwestern, nos Estados Unidos descobriu que a causa das alergias pode ser, na verdade, uma combinação de fatores. Ficou confusa? A gente explica.

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De acordo com o estudo, as alergias podem ser ocasionadas por fatores ambientais, genéticos e também produtos usados para a higienização do bebê.

Segundo a pesquisa, alguns tipos de lenços para a limpeza do bebê podem deixar sabão na pele e as substâncias presentes nesses produtos poderiam romper a camada superior da pele, que é feita de lipídios (gorduras). Como o sistema imunológico do bebê não está acostumado com essas substâncias, isso poderia gerar uma alergia não só na pele, mas também alimentar.

O que acontece, segundo os pesquisadores, é que uma porcentagem das crianças que desenvolvem alergias alimentares também têm dermatite atópica. Esse fator serviu como pista para investigar essa questão.

Para a realização do estudo os pesquisadores utilizaram um grupo de ratos que já tinham dermatite atópica. A análise consistiu em expor esses animais a compostos causadores de alergia, como amendoim, lenços umedecidos e sabonetes abrasivos.

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O experimento foi repetido por cerca de quatro vezes em um período de duas semanas. Então, os cientistas perceberam que os ratos tiveram reações alérgicas no local da pele que foi exposta ao agente causador da alergia, bem como alterações intestinais e também episódios de anafilaxia.

O que os pesquisadores concluíram é que mesmo que os bebês não consumam alimentos capazes de ocasionar alergias, eles podem ser expostos a esses agentes através do contato com a pele. A boa notícia é que os pais podem evitar que os bebês entrem em contato com essas substâncias.

Vale ressaltar que o estudo, até o momento, foi feito apenas com ratos. No entanto, é importante ter em mente que a pele do bebê é mais sensível e necessita de cuidados especificos.

O que os pais podem fazer para proteger os bebês de alergias

  • Sempre lave as mãos com sabonete neutro antes de segurar o bebê
  • Evite beijar o bebê no rosto se ingerir amendoim, nozes, frutos do mar, camarão, soja e leite de vaca
  • Procure higienizar o bebê com algodão umedecido com água e sabonete neutro ou de glicerina
  • Caso o bebê tenha a pele seca, pode-se usar um pouquinho de óleo de amêndoa
  • Não use cremes hidratantes, pois eles podem causar alergia à pele do bebê
  • Quando for dar banho, certifique-se que a temperatura da água está em torno de 36ºC ou 37ºC. Banhos muito quentes podem queimar e ressecar e pele do bebê, já água muito fria pode deixá-lo desconfortável
  • Na hora de secar, utilize toalhas de algodão. Faça movimentos suaves
  • Em dias de calor coloque roupas frescas no bebê para evitar o aparecimento de brotoejas
  • Evite o uso de amaciantes em pó para lavar as roupas ou enxoval da criança. O ideal é utilizar sabão neutro
  • Evite tecidos como lã, tecido sintético, náilon ou flanela
  • Evite perfumes, cremes, sabonetes ou lenços umedecidos cheirosos. Dê preferência para água e sabão neutros
  • Protetores solares só podem ser usados a partir dos seis meses de vida e mesmo assim devem ser opções próprias para serem usadas na pele do bebê

Quais os primeiros sinais de alergia?

Quando o bebê tem uma manifestação alérgica existem alguns sintomas que evidenciam o quadro. Se reparar algum destes sinais, é importante procurar um médico:

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  • Manifestações cutâneas (pele):Urticária, angioedema, dermatite atópica, coceira no corpo e eritema (vermelhidão)
  • Manifestações gastro-intestinais: Diarreia, vômitos, cólica abdominal, distensão abdominal, edema e coceira na boca e orofaringe
  • Manifestações respiratórias: Tosse, crise de broncoespasmo (chiado no peito, falta de ar), espirros, coceira nasal, rouquidão, dispnéia (falta de ar) e edema de laringe
  • Manifestações cardiovasculares: Choque anafilático, desmaio, hipotensão, arritmia cardíaca podendo chegar ao óbito.