Como conciliar o novo bebê com meu outro filho pequeno

Preparação para a chegada do pequeno começa desde a gravidez; veja dicas para que fase seja tranquila

ARTIGO DE ESPECIALISTA - PUBLICADO EM 01/11/2018

Dra. Andressa Bortolasso
Odontologia - CRO 68734/SP
especialista minha vida

A maior preocupação das mães de segunda viagem não é mais como trocar fraldas ou dar banho no recém-nascido, mas sim como ela vai lidar com a mudança de rotina do irmão mais velho.

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Como vou fazer para ficar longe dele enquanto estiver na maternidade? Será que ele vai ter ciúme do irmão mais novo? Será que vai voltar a usar fralda ou acordar a noite? E se ele quiser voltar a mamar? E, numa dessas, até passa pela nossa cabeça se vamos conseguir amar tanto o novo bebê assim como amamos o primeiro!

Pois é. Esse sentimento passou, sim, pela minha cabeça quando estava quase chegando a hora de eu dar à luz do meu segundo filho e, claro, fiz questão de tratar da importante temática em meu livro Sintonia de Mãe, publicado pela Luz da Serra Editora.

Acredito que muitas mães também sintam isso, afinal, o amor pelo primogênito é tão grande que fica difícil imaginar como vamos dividir esse amor! E só vamos ter mesmo a certeza de que sim, é possível multiplicar esse amor, quando olhamos pela primeira vez a carinha do novo bebê!

Nesse ponto é que temos que cuidar para não acabar passando toda nossa insegurança e dúvida para a criança mais velha. Enfim, é uma situação nova para todos da família.

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Alguns cuidados são importantes para que a paz continue reinando em seu lar. Atitudes simples e práticas podem fazer toda a diferença nesse momento.

Sono do mais velho

Uma das coisas que eu considero importante, e que muitas vezes a gente nem pensa nisso, é procurar preservar as noites de sono da criança mais velha. Quando eu estava esperando o Pedro, meu segundo filho, eu preparei o bercinho dele no quarto junto com o Felipe, que na época tinha 2 aninhos.

Logo nos primeiros dias de vida dele, percebi que não foi um bom negócio. Não funcionou para nós, já que o Felipe acabava acordando junto com o bebê e ficava extremamente mau humorado durante o dia. E, olha, eu demorei para perceber que a causa era essa. Assim que eu mudei de quarto, ele voltou a ter noites melhores e isso ajudou muito no comportamento durante o dia. Não era ciúme do irmão, era apenas privação de sono!

Mantendo hábitos

Outra coisa importante é você continuar com alguns cuidados com o mais velho que já tinha o hábito de fazer. Por exemplo, se era você que dava banho, tente programar isso na nova rotina. Às vezes, como o recém-nascido exige cuidados que praticamente só a mãe pode dar, deixamos a criança maior mais aos cuidados do pai ou avós e eles acabam sentindo essa mudança.

Sugiro que, ainda na gravidez, você já comece a delegar alguns cuidados para que a criança não entenda que isso só está acontecendo porque o irmão chegou. E sempre que puder, participe desses cuidados.

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Se vocês tinham o costume de passear juntos com o cachorro ou descer no play, por exemplo procure preservar esses atos que são momentos importantes para seu filho.

Procure dedicar um tempo sozinha com o mais velho durante as sonecas do bebê pequeno. Isso ajuda ele a atender que a relação amorosa de vocês continua a mesma. E não se surpreenda se nesse momento ele te confidenciar seus sentimentos sobre a chegada do irmão mais novo. É uma oportunidade também de ele se abrir com você.

Se acaso está previsto para acontecer mudanças importantes nessa fase como, começar a ir para a escola, troca de babá, mudança de casa, é fundamental que essas mudanças aconteçam antes ou bem depois do nascimento do irmãozinho, para não se corra o risco de criar uma associação negativa com a chegada do novo morador.

Aceitar que o filho mais velho tenha sentimentos contraditórios em relação ao menor, nos ajuda muito a lidar com a situação. Quando eu tive meu segundo filho, o primeiro nem sempre demonstrava amores por ele, assim como era minha vontade. Naquela época eu realmente me preocupava com isso, ficava com medo dele não gostar do irmão. Na verdade, eu queria que ele entendesse que a partir daquele momento aquele bebê faria parte também de nossa família e não iria embora.

Hoje, vendo a foto da primeira vez que o Felipe pegou o Pedro no colo, aquela foto típica de irmãos quando se veem pela primeira vez, vejo que eu tinha dois bebês! Como poderia exigir essa compreensão?

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O fato é que, se sentimos na pele todas essas mudanças, imagine uma criança. Nós temos nosso tempo de adaptação com a nova família e eles também!

Aqui vão 5 dicas que não podem faltar:

  • Fale sempre a verdade. Dessa forma, seu filho sentirá segurança e terá toda sua confiança. Dar abertura para uma conversa muda tudo! Escute-o e leve à sério as palavras dele também
  • Ressalte as diferenças dos recém-nascidos e crianças maiores, mostre as vantagens de ser um menino ou uma menina grande
  • Mostre fotos e vídeos do mais velho de quando ele era bebê, para gente parece óbvio o cronograma do tempo, mas para a criança não é!
  • Quando as coisas estiverem difíceis, tenha em mente que essa fase de adaptação passa! E logo você verá crescer um lindo vínculo entre irmãos, um carinho especial que só quem tem irmãos sabem.