Exames: quais são essenciais durante a gravidez?

Saiba quais são os exames, o que eles detectam e quando devem ser realizados

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 02/12/2019

Alguns dos compromissos mais importantes da gravidez são as consultas e os exames de acompanhamento pré-natal, feitos com médicos obstetras, ultrassonografistas, clínicos e laboratoriais. É por meio dessas consultas e exames que se checa a saúde do bebê e se decide a necessidade de algum acompanhamento especial para evitar complicações futuras.

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Em gestações sem intercorrências, as consultas devem ser realizadas mensalmente até por volta da 36ª semana e, depois disso, quinzenalmente ou semanalmente. Nos casos especiais, a frequência é determinada pelo obstetra que estiver acompanhando a gravidez. E todos os exames são feitos sob solicitação deste especialista, nas semanas certas e de acordo com o desenvolvimento do bebê e da futura mãe.

A seguir, listamos e explicamos os exames essenciais ao longo dos nove meses de gestação, conforme indicado por Alberto Guimarães (ginecologista e obstetra, presidente do Instituto Michel Odent) e Fernanda Torres Correia (ginecologista, obstetra e mastologista).

Vale destacar que todos são solicitados no primeiro trimestre da gravidez e repetidos quando necessário, conforme indicado em cada caso.

Hemograma completo

Para o diagnóstico de anemias e verificação de proporções, quantidades e aspectos do sangue. O exame deve ser repetido no segundo e no terceiro trimestres.

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Tipagem sanguínea (ABO/Rh)

Averigua a compatibilidade sanguínea da mãe e do pai.

COOMBS indireto

Caso a gestante tenha Rh negativo, deve realizar este exame ao longo da gravidez para verificar se não há incompatibilidade sanguínea com o feto - se ele tiver Rh positivo, medidas pós-parto devem ser planejadas para evitar a eritroblastose fetal.

Glicemia de jejum

Detecta se há predisposição para o desenvolvimento de desenvolver diabetes gestacional.

Anti HIV 1 e 2

Indica se a gestante é soropositiva para HIV. No terceiro trimestre repete-se o exame. Caso o resultado seja positivo, são planejadas medidas para o momento do parto de modo que o bebê não seja infectado.

VDRL

Identifica se a mãe está infectada com a bactéria que causa sífilis. No terceiro trimestre repete-se o exame. Caso o resultado seja positivo, são planejadas medidas para o momento do parto de modo que o bebê não seja infectado.

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Sorologia para toxoplasmose

Verifica se a mãe já teve contato com os causadores da doença, já que o mal pode causar malformação fetal. Repete-se a sorologia para toxoplasmose no segundo e no terceiro trimestres da gestação.

Sorologia para rubéola

Mostra se a gestante teve contato com os causadores da doença. A rubéola pode acarretar problemas neurológicos para o feto, além de cegueira e surdez.

Sorologia para hepatites B e C

Avalia se a gestante contraiu a doença, uma vez que pode ser passado para o feto durante a gravidez.

Sorologia para citomegalovírus

Verifica se a gestante teve contato com o vírus, que pode causar malformação no feto.

Sorologia para clamídia

Identifica se a mulher tem o vírus, que pode causar aborto espontâneo e parto prematuro.

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Urina tipo 1

Estuda a presença de infecção urinária. O exame é repetido no segundo e no terceiro trimestres.

Urocultura

Identifica a bactéria causadora da infecção urinária. É válido destacar que a infecção urinária é uma das principais causas de aborto espontâneo e de parto prematuro, daí a importância deste exame e do Urina tipo 1.

PPF em 3 amostras (exame de fezes)

Detecta se a gestante está com alguma verminose, o que pode levar a uma anemia.

Colpocitologia oncótica (papanicolau)

A detecção de câncer de colo do útero também deve ser feita durante a gravidez, caso nesse período vença o prazo de um ano do exame anterior.

Ultrassom morfológico de 11 e 14 semanas de gestação

Detecta possíveis malformações fetais e cromossômicas.

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Ultrassom morfológico de 18 e 24 semanas de gestação

Avaliar a formação e a integridade dos órgãos do feto.

Ultrassom obstétrico com aproximadamente 35 semanas

Observa se o peso fetal estimado está adequado.

Streptococcus ? ?Teste do cotonete?

É o único que não é feito no primeiro trimestre da gestação, mas sim em sua 35ª semana. É realizada a coleta de secreção vaginal para verificar a presença da bactéria. Em caso positivo, devem ser planejadas medidas para o parto, a fim de evitar meningite neonatal e quadro infeccioso no recém-nascido.

É importante ressaltar que outros exames podem ser solicitados e realizados durante a gestação, quando houver necessidade clínica para rastrear patologias materno-fetais específicas. Confiar nos pedidos do obstetra é essencial para garantir a saúde e a qualidade de vida da mãe e do bebê nestes meses tão especiais.