Qual é o melhor parto? Entenda diferentes tipos e possibilidades

E tenha em mente: a segurança da mãe e do bebê vem em primeiro lugar

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 09/12/2019

Qualquer gestante ou tentante que participe de grupos de mães em redes sociais ou vá a rodas de discussão entre grávidas sabe qual é o tema que mais causa debates acalorados: o tipo de parto.

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De um lado, há as mulheres que defendem apenas o parto normal e suas variações (natural e fórceps); de outro, as que ponderam que a cesárea deve ser colocada entre as possibilidades, porque nunca se sabe como serão as condições da mãe e do bebê no momento do nascimento.

Para esclarecer como são os diferentes tipos de parto e quando eles são seguros e necessários, conversamos com os ginecologistas e obstetras Alberto Guimarães (precursor do "Parto Sem Medo", que destaca o protagonismo da mãe e do bebê no nascimento) e Domingos Mantelli (autor do livro "Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra"), que explicam todos os detalhes.

Tipos de partos são dois: normal e cesárea

Os especialistas começam esclarecendo que existem, a rigor, dois tipos de parto: o normal e a cesárea. Dentro deles existem variantes, mas as vias principais para o nascimento de um bebê (ou mais, em casos de gestações múltiplas) são exatamente estas.

Além de entender como elas são, deve-se conversar muito com o obstetra ao longo da gestação para haver tranquilidade na hora de o bebê vir ao mundo, independentemente do modo que se mostrar necessário. "O mais importante é sempre conversar com o médico que esteja acompanhando o pré-natal. É ele quem tem a capacidade técnica para dizer se há ou não condições para um parto normal ou indicação para cesariana", orienta Mantelli.

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Vamos, então, entender cada tipo de parto e suas variantes.

Parto normal: natural, com medicamentos ou uso do fórceps

No parto normal, a mulher dá à luz naturalmente, podendo receber ou não algumas ajudinhas da medicina. Ela pode estar em uma maternidade ou em casa, na água ou a seco, deitada ou de cócoras.

No parto normal natural, nenhuma intervenção é feita. Anestesias, hormônios e medicamentos estão descartados, e tudo que ocorre no ritmo da natureza da mulher e do bebê - o que pode ser muito rápido ou demorar horas. Em alguns casos é doloroso, mas a recuperação rápida compensa.

"Nem todas podem passar por esse tipo de parto", diz Mantelli. "As hipertensas e aquelas com bebês muito grandes para o assoalho pélvico ou com bebês sentados são alguns dos casos em que indicamos outro tipo de parto que não o natural", alerta.

Quando medicamentos entram na dinâmica, estamos falando do parto normal simplesmente. Nele pode haver indução da dilatação por meio do uso de ocitocina sintética (um hormônio) e também pode ser aplicada uma anestesia para aliviar as dores das contrações. Assim como o natural, pode ser longo, mas com recuperação bem rápida.

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Há também o parto normal com fórceps. Ele ocorre quando o parto normal ou natural apresenta alguma pequena complicação que atrasa ou dificulta a saída do bebê pela via vaginal e não há mais tempo de partir para uma cesárea, pois ele já passou do canal de parto. Assim, usa-se o instrumento, que parece uma colher, para puxar o bebê.

É um dos últimos recursos, assim como a episiotomia (um pequeno corte no períneo para facilitar a passagem do bebê). A vantagem do uso do fórceps é que se evita o sofrimento fetal, mas podem ocorrer lacerações na mãe (que são tratadas na sequência e, geralmente, não deixam sequelas).

Parto cesárea: convencional ou minimamente invasivo

O parto cesárea convencional é um procedimento cirúrgico indicado em caso de complicações (placenta prévia, placenta baixa centro total ou centro parcial, placenta que obstrui o canal de nascimento ou algo detectado pelo obstetra) ou de ausência de contrações e de dilatação. É breve (dura cerca de uma hora), mas a recuperação da mulher é um pouco mais demorada e dolorida, pois trata-se de uma recuperação de cirurgia, com risco de infecção no corte e tempo para sua cicatrização. Se forem tomados todos os cuidados indicados pelos médicos, o risco desaparece e os incômodos são aliviados com uso de medicamentos.

Existe, ainda, a cesárea minimamente invasiva, em que nem todos os tecidos são cortados para chegar até o útero - o que resulta em menos sangramento e recuperação mais rápida e com menos risco de infecção.

E o que é o parto humanizado?

Diferentemente do que muita gente pensa, parto humanizado nada tem a ver com a via de nascimento do bebê, mas sim com o respeito pela mãe, com suas vontades e inseguranças. Ela tem o controle e o protagonismo da situação.

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Não importa se o parto é normal ou cesárea: em um procedimento humanizado, o ambiente pode ter trilha sonora escolhida pela mulher, companhia do pai do bebê ou de qualquer outra pessoa (uma amiga, a mãe, uma doula) e o bebê fica o tempo todo com a mãe.