Transforme seu médico num grande amigo; além dos 9 meses

Dessa escolha vai depender boa parte da sua tranqüilidade

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 21/03/2007

Escolher um obstetra para acompanhar a gravidez não é tarefa simples. Mais do que um profissional gabaritado, o médico precisa ser seu companheiro. Durante os nove meses da gestação e os seguintes você vai passar por transformações físicas e emocionais, experimentar sensações completamente novas e sofrer altos e baixos da montanha-russa de hormônios e sentimentos que caracterizam essa fase. O médico ideal é aquele que lhe deixa segura e à vontade para conversar sobre tudo e até ligar no meio da noite se precisar.

Aquela relação fria e distante, comum de ver em outros consultórios, não vale aqui. Confiança é a palavra-chave.

Por isso, preparamos uma listinha de bons conselhos para levar em conta na hora de marcar sua primeira consulta. Já tem médico, mas está na dúvida se é a pessoa certa? A ginecologista e obstetra Adriana El Haje revela os sintomas de que você encontrou o profissional ideal.



Sete conselhos para encontrar o médico certo
Converse com amigas, parentes, colegas de trabalho. Quem já teve filhos sempre tem histórias boas (e más, que servem de alerta) para contar sobre médicos. Indicações positivas de pessoas em que você confia são a melhor pista para encontrar um bom profissional.


Peça a seu médico indicações. Se o seu ginecologista atua como obstetra e vocês se dão bem, talvez nem seja preciso procurar outro profissional. Mas não se sinta na obrigação de ficar com ele nem com o médico da família, da sogra, da sua mãe... A escolha é só sua.

Pesquise os candidatos. Além de ter título de especialista em obstetrícia, o médico deve ser membro da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Não se acanhe e pergunte antes da consulta sobre a formação e experiência dele. Também vale pedir referências.

Descubra se você e o médico compartilham a mesma visão sobre o pré-natal e o parto. Você gosta de terapias alternativas e quer um parto natural em casa? Quer ter o bebê em um hospital ultramoderno com direito à anestesia? Procure um profissional com seu perfil.

Preste atenção à infra-estrutura do consultório. O exame de ultra-som, por exemplo, não é obrigatório em todas as consultas. Mas muitos médicos têm o equipamento e utilizam em cada sessão. Em outros, você vai ter que ir a um laboratório de imagem fazer o exame.

Homem ou mulher? Assim como na ginecologia, os profissionais têm a mesma formação, independentemente de ser homem ou mulher. Escolha quem lhe deixar mais à vontade para se abrir sobre seus dilemas. Vergonha e receio atrapalham: livre-se deles.

Sinta-se à vontade para mudar de idéia. Não gostou da primeira consulta? Acha que não está recebendo atenção suficiente? Descobriu um profissional melhor? Abra o jogo com o médico. Se a situação não se resolver, não se sinta culpada e mude de obstetra.



O obstetra é bom pra você ?
É uma situação comum, especialmente entre mães de primeira viagem: você já tem um médico, mas não tem certeza se ele é a pessoa certa ou se a consulta está nos conformes. Perguntamos à obstetra Adriana El Haje como deve funcionar essa relação.



MinhaVida: Como são as consultas do pré-natal?
Dra. Adriana:
Primeiro, a gestante conta o que aconteceu durante o mês e o obstetra esclarece se as alterações são normais ou não. Depois, vem o exame físico, para avaliar o peso, a pressão arterial e o edema (inchaço que costuma ocorrer nas pernas e nos pés da grávida). Para acompanhar o desenvolvimento da gestação, o obstetra mede a altura do fundo uterino e, na maioria das vezes, também faz ultra-sonografias no próprio consultório.

MinhaVida: Quantas consultas são necessárias?
Dra. Adriana:
São cerca de dez consultas: uma por mês até o segundo trimestre, e a cada 15 dias nos últimos três meses. No último mês, os encontros podem ser semanais.

MinhaVida: Como deve ser a relação do obstetra com a paciente?
Dra. Adriana:
Segundo a ética médica, deve ser uma relação extremamente pessoal. Para que a gestação transcorra de forma saudável, a grávida precisa confiar no médico, assim como o médico precisa que a paciente conte tudo que acontece.

MinhaVida: Vale tudo, até telefonar ao menor sinal de mal-estar?
Dra. Adriana:
Vale. Um pequeno sinal pode significar muito. Costumo dizer às pacientes que o que é normal para elas, pode não ser normal para mim, e vice-versa.

MinhaVida: Como saber se o médico não está dando a atenção necessária?
Dra. Adriana:
Quando o obstetra dá pouca importância se a paciente diz que está sentindo algo anormal, seja dor, sangramento, perda de líquido ou vômitos excessivos. Ou ainda quando o obstetra não deixa com a gestante telefones de contato



Qual a melhor dica que você já recebeu para levar adiante
uma gravidez tranqüila?



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