Filhos de pais fumantes têm risco maior de desenvolver leucemia

Probabilidade pode chegar até 44% nessas crianças

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 15/12/2011

Um estudo publicado no American Journal of Epidemiology revelou que crianças cujos pais são fumantes têm um risco aumentado de desenvolver leucemia do que aquelas cujos pais não são fumantes. A análise foi liderada por uma pesquisadora do Telethon Institute for Child Health Research, na Austrália.

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A pesquisa contou com a participação de quase 400 famílias em que as crianças foram diagnosticadas com leucemia linfoblástica aguda. Os pais responderam, então, a um questionário sobre os hábitos ligados ao tabagismo. Em seguida, as crianças com a doença foram comparadas com as de outras 800 famílias que não tinham leucemia.

Os resultados mostraram que as crianças eram mais afetadas pelo vício do pai do que da mãe. Filhos de homens que fumavam durante o período de concepção tinham risco 15% maior de desenvolver leucemia. Já aqueles cujos pais fumavam pelo menos 20 cigarros por dia aumentavam a probabilidade para 44%.

Leucemia é o câncer mais comumente diagnosticado em crianças. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) são esperados 8.510 novos casos para 2012, sendo 4.570 homens e 3.940 mulheres.

Fumo passivo afeta comportamento e aprendizagem de crianças

Outro estudo, publicado na revista Pediatrics, mostrou que crianças que fumam passivamente em suas casas têm mais chances de desenvolver problemas de comportamento e aprendizagem do que aquelas que estão livres da fumaça do cigarro. A análise foi financiada pela Flight Attendants Medical Research Institute, dos Estados Unidos.

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A pesquisa utilizou dados de mais de 55 mil crianças de até 12 anos, que fizeram parte da Pesquisa Nacional de Saúde da Criança de 2007. Desse total, cerca de 6% estava exposta ao fumo passivo dentro de casa. Conversando com os pais, foram identificadas aquelas que haviam sido diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e quais recebiam tratamento para esse problema. Informações sobre problemas menos agudos de conduta e desenvolvimento escolar também foram coletadas.

Os resultados mostraram que crianças que fumavam passivamente dentro de casa tinham 50% mais chances de desenvolver problemas de comportamento e aprendizagem. Além disso, a maior parte delas apresentava mais de um problema ligado a essas duas vertentes.

Segundo os pesquisadores, também já foi comprovado que fumar passivamente aumenta as chances de ter problemas respiratórios e nos ouvidos. Mesmo assim, muitos pais ainda não têm consciência dos benefícios que ele pode trazer a sua família fumando apenas fora de sua casa.