Cesariana pode não ser a melhor opção para bebês prematuros

Esse tipo de parto aumenta a incidência de problemas respiratórios nos pequenos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 10/02/2012

Muitos obstetras optam pela cesárea quando o feto não cresce da forma esperada, acreditando que este tipo é melhor nesses casos. Mas uma pesquisa apresentada ontem na 32nd Annual Society for Maternal-Fetal Medicine Meeting, em Dallas (EUA), mostra o contrário. Bebês prematuros que nascem através de parto cesárea podem ter um risco maior de problemas respiratórios em comparação com recém-nascidos semelhantes que nascem de parto normal.

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Os pesquisadores, da Society for Maternal-fetal Medicine (EUA), revisaram as certidões de nascimento e dados de alta hospitalar de 2.560 prematuros. Aqueles que nasceram de cesariana antes de 34 semanas de gravidez tiveram um risco 30% maior de desenvolver problemas respiratórios (síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido) em comparação com bebês nascidos de parto normal com a mesma idade gestacional.

Nem sempre é claro o motivo pelo qual um feto é pequeno. As causas mais comuns são a pressão arterial materna elevada, problemas de placenta, má nutrição, tabagismo ou uso de álcool durante a gravidez. Independente das razões, os pesquisadores afirmam que a cesárea não oferece qualquer proteção aos bebês.

Eles alertam que a cirurgia só deve ser feita quando houver uma boa razão para isso, como o sofrimento fetal ou a queda da frequência cardíaca. Ser pequeno, por si só, não é um motivo suficiente para optar pela cesárea - é mais arriscado para a mãe e não há nenhum benefício para o bebê.

Conheça diferentes tipos de parto e escolha o melhor para você

Cesárea ou parto normal? Se antes essa era a maior dúvida das futuras mamães durante a gestação, quando se tratava do melhor método para dar à luz, agora já figuram novas alternativas de partos para a chegada do bebê. Conheça algumas técnicas e veja qual se adapta melhor a você.

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Na água

Muito popular na Rússia, a criança nasce em um recipiente (tina ou banheira) com água morna, o que evita o choque da troca de ambiente. Algumas maternidades dispõem de cadeiras especiais para o parto e de banheiras para esse método.

O objetivo desse procedimento é relaxar a paciente e diminuir as dores nas costas e na barriga. A temperatura da água deve estar em torno de 35 graus, mas, antes de iniciar a técnica, a gestante precisa ter no mínimo sete centímetros de dilatação. O método pode ser menos dolorido porque a grávida fica mais leve e se movimenta com facilidade.

Em casa

Para as mamães que desejam dar à luz com todo o conforto e aconchego do quarto, embora não sejam todos os obstetras que atendam partos em casa. Costuma ser feito por uma enfermeira obstetra ou por uma doula, acompanhante profissional de partos. Essa técnica permite maior participação da família e pode ser mais tranquila para a mãe. Mas só é possível em gestações de baixo risco. E, mesmo nesses casos, é preciso levar e a falta de equipamento hospitalar adequado por perto no caso de eventuais complicações. Dessa forma, os riscos aumentam.

De Cócoras

O parto é normal, o que muda é a posição, sentada. O hábito vem das índias brasileiras e tem como aliada a incontornável ajuda da gravidade para o bebê a nascer. Mas também exige participação da mulher. O peso da criança, do útero e da placenta facilitariam o processo.