Transar no inverno pode aumentar chances de ter filho magro

Estudo descobriu que machos expostos ao frio antes da concepção geravam filhos com metabolismo mais acelerado e menor chance de desenvolver obesidade

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 12/07/2018

Desde o momento em que um casal descobre a gravidez, já começam a imaginar como será esse filho. Entre características familiares do pai e da mãe, a genética é como uma mistura complexa. Às vezes, o bebê nasce com o cabelo cacheado igual ao pai, mas escuro igual ao da mãe. No entanto, a ciência vem descobrindo características ambientais que alteram e determinam como seremos antes mesmo da concepção.

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Uma pesquisa descobriu que, quando os machos eram expostos ao frio logo antes da concepção, geravam filhos com metabolismo mais acelerado e menor chance de desenvolver obesidade. O estudo foi feito com ratos. No entanto, segundo seu resumo, pode indicar uma característica humana também.

Os resultados do estudo apontaram que expor os animais machos ao frio antes de cruzá-los com as fêmeas gerou filhotes com metabolismo melhor e menos suscetíveis à obesidade, mesmo após induzidos por alimentação rica em calorias.

Gordura marrom

Após investigar o esperma desses ratos e a composição corporal dos filhotes, os pesquisadores associaram essas características à formação de uma maior camada de gordura marrom. Ela é considerada a gordura boa, responsável pelo isolamento térmico do organismo, no qual estimularia a queima calórica e, consequentemente, o emagrecimento.

Ou seja, se você está com frio, essa gordura trabalha para aquecer o seu corpo queimando calorias. Inclusive, um estudo de Harvard mostrou que, de fato, essa gordura é ativada pelo frio, afetando diretamente o estoque da temida gordura branca.

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As descobertas foram lideradas por Christian Wolfrum, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíca, e publicadas na revista Nature Medicine.

Tipos de gordura

Além da gordura marrom, o corpo humano tem mais cinco tipos. Cada uma tem o seu papel na nossa saúde, mas algumas podem ser perigosas, em excesso.

1. Gordura essencial

Como o próprio nome diz, essa gordura é extremamente importante para o funcionamento do nosso corpo. "A gordura essencial é encontrada nos órgãos e tecidos, incluindo nervos, cérebro, coração, pulmões, fígado e glândulas mamárias, aquela que serve como substrato energético para os órgãos, aquela que tem função de isolante térmico, reserva energética", conta a nutricionista Thatiana Ferreira.

2. Gordura branca

Um pouco mais perigosa, essa gordura costuma se acumular pelo corpo. "Aparece em maior quantidade quando abusamos de uma dieta mais calórica e não fazemos nenhuma atividade física. É a gordura responsável pela maior reserva de triglicerídeo do corpo", diz Thatiana.

Sabe a gordurinha localizada? Então, é a gordura branca, aquela insistente que não some por (quase) nada. "A gordura branca é aquela acumulada debaixo da pele, mais difícil de sair. Por outro lado, ela serve de proteção principalmente para os órgãos, absorvendo impactos do dia a dia", diz a nutricionista Pâmela Sarkis. Como você já deve imaginar, mulheres têm mais tendência a acumular gordura branca do que os homens.

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3. Gordura bege

Esse tipo de gordura é capaz de transformar a gordura ruim em gordura boa. "Sua origem é a gordura branca e a principal fonte de ativação destas células é uma molécula chamada irisina. Pesquisas atuais feitas em camundongos trazem indícios de que a irisina seja liberada durante a prática de exercícios, estimulando o corpo a queimar gordura", explica Thatiana. É isso mesmo que você entendeu: malhar não só vai ajudar a queimar a gordura branca, como também pode transformar gordura branca em marrom e o resto você já sabe. Era o empurrãozinho que você precisava.

4. Gordura subcutânea

"A gordura subcutânea se localiza logo abaixo da camada mais externa da pele. Esta é a que você pode beliscar com os dedos. A gordura subcutânea cobre os músculos abdominais e, se você tem muita, não será capaz de ver os seus músculos abdominais", explica. Para não acumular em excesso, o jeito é se exercitar.

5. Gordura visceral

Essa gordura precisa ser acompanhada com cuidado e atenção. Isso porque a gordura visceral está localizada atrás da parede abdominal, nos órgãos e no interior da cavidade peritoneal. E afeta de forma negativa a saúde, aumentando o processo inflamatório do organismo. Em parte, porque ele libera substâncias chamadas adipocinas, que são proteínas de sinalização celular que aumentam a pressão arterial e influenciam a insulina.

Essa gordura também diminui a quantidade de adiponectina no corpo, um hormônio essencial para a queima de gordura, que ajuda a acelerar o metabolismo. A combinação da diminuição da sensibilidade à insulina, hipertensão e triglicérides elevadas, muitas vezes pode resultar em aterosclerose, colesterol elevado LDL (o tipo ruim) e é um fator importante para o desenvolvimento de diabetes.