Menino agradece irmã por doação de medula em vídeo emocionante

Guilherme Hedler, de 11 anos, tem leucemia e ligou para irmã de 4 para agradecê-la: "Tua vida tá em mim!"

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/09/2018

Em agosto do ano passado, a família de Guilherme Hedler, de 11 anos, descobriu que o menino tinha leucemia. Após intenso tratamento, a sua única chance de sobrevivência seria com um transplante de medula. A irmã Isabele, de 4 anos, era compatível, e fez a doação ao menino. Logo após a cirurgia, Guilherme ligou para a irmã e contou que o procedimento tinha dado certo. "Eu tô com a tua vida!", diz ele no vídeo que viralizou. Assista aqui.

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"Sabe o que aconteceu hoje? Tua medulinha está trabalhando no corpo do mano! Pegou!", disse Guilherme no vídeo, e completa: "Se não fosse tu eu não teria nascido de novo. Obrigada! Obrigada!". A menina responde "Eu te amo, Guilherme! Eu te amo enorme mais ainda!".

Após o procedimento, ele teve que ficar mais dias internado sem receber visitas. No entanto, outro vídeo mostra o reencontro dos irmãos, que aconteceu com um abraço caloroso.

Doação de medula óssea

Nas redes sociais, a família faz uma campanha forte em prol da doação de medula óssea. A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso onde são produzidas todas as células do sangue. O transplante surge como alternativa quando o paciente tem algum câncer, como leucemia, linfomas e outras neoplasias do sangue, e os tratamentos propostos pelo médico não atingem os resultados esperados.

O cadastro de doadores de medula óssea é muito importante pelo fato de ser muito difícil conseguir uma medula compatível e poucos pacientes conseguirem doadores na família. "Raramente alguém consegue um doador compatível que não seja um irmão", diz o hematologista e diretor do Departamento de Transfusão de Medula da Unifesp, Fábio Kerbauy. Atualmente, há uma espera média de dois a seis meses para encontrar uma compatibilidade.

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É simples doar: basta comparecer a um hemocentro e ter de 18 a 55 anos de idade, além de bom estado de saúde. Fábio explica que poucas doenças impedem a doação de medula e isso depende do estado do paciente. Pessoas com doenças crônicas controladas, por exemplo, podem, sim, ser doadoras.

Para o cadastro, são retirados 5ml de sangue para rastrear características genéticas. Os dados são inseridos no cadastro do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e, sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade será verificada.

Caso exista um receptor compatível, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Depois, faz alguns exames clínicos para confirmar o seu bom estado de saúde. Não é necessária uma mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. "A colheita da medula pode ser feita através dos ossos pélvicos, onde é necessário um procedimento cirúrgico, ou através do sangue. Ambos os métodos são seguros e indolores", diz Fábio.