Parto: normal, humanizado, cesárea, duração e recuperação

Conheça as fases do trabalho de parto e veja as complicações possíveis

Parto é o momento em que o bebê nasce e deixa o corpo da mulher grávida. Ele começa com o trabalho de parto e acaba com a saída total da placenta (dequitação).

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O trabalho de parto, por sua vez, é todo o processo pelo qual o corpo da gestante passa para dar à luz um bebê. Ele tem duas fases:

  • Fase latente: é caracterizada pelo início do trabalho de parto, quando as contrações não têm um ritmo e frequência certos. É nessa fase que o colo do útero tem os primeiros centímetros de dilatação e já começa a ficar mais fino.
  • Fase ativa: começa quando as contrações estão ritmadas, aparecendo de 5 em 5 minutos, com duração de 40 a 60 segundos cada. No início desta etapa, o colo do útero já deve estar dilatado em 4 ou 5 centímetros. Ao final, o colo fica com 10 centímetros, garantindo a passagem do bebê.

Quanto dura o parto

O trabalho de parto não tem duração mínima ou máxima. Cada mulher tem seu tempo, mas aquelas que nunca tiveram filhos (chamadas de nulíparas) costumam passar por trabalhos de parto mais longos, que duram em média de 12 a 14 horas.

Já entre as mulheres que estão no segundo filho em diante (as multíparas), o processo todo tem uma média de 10 horas.

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Para mulheres que não passam pelo trabalho de parto e optam por uma cesárea, a duração da cirurgia é de, no máximo, uma hora.

Tipos de parto

Por via de nascimento:

  • Parto normal: É a forma natural de trazer bebês ao mundo, por via vaginal. Esse parto pode ocorrer com ou sem intervenções, como anestesia, fórceps ou vácuo extrator.
  • Parto cesárea: É o nascimento cirúrgico, feito a partir de um corte que atravessa os tecidos da pele até o útero. Quando feito sem necessidade, ele apresenta mais riscos à mãe e ao bebê, por se tratar de uma cirurgia.

Por local:

  • Parto hospitalar: As maternidades são o setor hospitalar onde nascem os bebês. Elas garantem acompanhamento médico e oferecem qualquer assistência ou intervenção que beneficiem a mãe e o bebê.
  • Parto domiciliar: Tradicionalmente, o parto não era um evento médico, sendo feito dentro de casa. Atualmente, o parto domiciliar é uma opção para gestantes de baixo risco e deve ser acompanhado por, no mínimo, um médico obstetra, uma enfermeira, um pediatra e uma doula.
  • Casas de parto: Para as gestantes de baixo risco, a casa de parto também é uma opção oferecida em algumas cidades. A equipe é composta por profissionais experientes, como parteiras, doulas e enfermeiras, não necessariamente tendo a presença do médico obstetra.
  • Parto na água: Em todas as opções anteriores, é possível optar por parir na água, seja em uma banheira ou em uma piscina inflável. Alguns cuidados são necessários, como manter a água morna, e a equipe deve estar atenta para oferecer assistência imediata naquele ambiente. "Na água, a mulher sente-se confortável e numa posição menos dolorosa, o que facilita o momento do desprendimento cefálico", comenta Johnata Dacal, ginecologista da Clínica Duo+.
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Por assistência:

  • Parto humanizado: Ao contrário do que muitos pensam, um parto pode ser humanizado independentemente da via pela qual acontece. O conceito engloba todos os partos que respeitem a mãe, o bebê e as descobertas mais recentes da medicina. Permitir que a mulher se expresse, fique na posição mais confortável e escolha o método de alívio da dor são algumas ações que humanizam o parto.
  • Parto com violência obstétrica: Neste caso, a equipe não respeita a mulher no momento mais delicado de sua vida, optando por intervenções desnecessárias e/ou sem consentimento. Alguns exemplos de violência obstétrica são empurrar a barriga da mãe para "ajudar" o bebê a sair (manobra de Kristeller), fazer o corte no períneo (episiotomia) sem necessidade e não permitir que a mãe grite de dor.

Por desfecho:

  • Parto eutócico: É aquele em que todas as condições foram favoráveis ao nascimento via vaginal.
  • Parto distócico: É chamado assim quando alguma intercorrência acontece durante o trabalho de parto, como quando o bebê para de descer ou quando seu ombro não consegue sair.

Indução de parto

O parto induzido é aquele em que o trabalho de parto é estimulado através de técnicas não naturais. A indução costuma ser aconselhada quando a mulher atinge 41 semanas de gestação, possui algum problema de saúde ou se há alguma complicação fetal que pede que o bebê nasça logo.

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Entre as técnicas de indução, estão:

  • Ingestão de misoprostol (comprimido)
  • Aplicação de ocitocina
  • Descolamento de membranas
  • Uso de balão cervical

Entenda com detalhes as formas de indução de parto.

Dor do parto

O trabalho de parto pode ser uma experiência dolorosa, pois o útero se contrai de forma intensa para que o colo se dilate, abrindo espaço para a passagem do bebê. No entanto, existem alternativas para aliviar essa dor, que podem incluir medicamentos ou não.

Alguns jeitos de aliviar a dor do parto são:

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  • Ter um acompanhante
  • Manter uma respiração correta
  • Receber massagens relaxantes
  • Fazer movimentos durante o trabalho de parto
  • Ter posição livre de parto
  • Estar em contato com água morna
  • Receber anestesias
  • Fazer exercícios durante a gravidez.

Entenda a fundo todas as formas de reduzir a dor do parto.

Plano de parto: para que serve?

O plano de parto é um meio para que as preferências da mãe para a hora de nascimento de seu filho fiquem registradas e sejam levadas em conta. O ideal é que ela elabore junto com o obstetra, para que os dois conversem sobre todas as possibilidades.

Isso porque, durante o parto, algumas intercorrências podem acontecer e nem todos os desejos serão atendidos da forma que a gestante imaginou. Veja como preparar um plano de parto.

Recuperação do parto

A recuperação do parto normal costuma ser mais rápida e indolor do que a da cesárea.

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Depois do parto vaginal, a recuperação mais difícil acontece se a mulher passou por episiotomia ou laceração. Por isso, nas primeiras horas, a mulher deve ir aplicando compressa fria.

Nos dias seguintes, a mãe deve seguir higienizando a região íntima com sabonete neutro e secando bem, com movimentos leves e delicados. A partir do segundo dia, é possível aplicar compressa quente para aliviar a dor.

Já na cesárea, logo após a cirurgia, a mulher fica de 2 a 4 horas na sala de recuperação pós-anestésica. Cerca de 8 a 12 horas depois, a sonda da bexiga é retirada e é recomendado levantar pela primeira vez. A mulher fica internada de 2 a 4 dias após o parto, no geral.

Os pontos da incisão devem ser lavados com sabonete neutro e bem secados. O organismo precisa de 6 meses para se recuperar por completo, mas, em 30 dias, a maioria das atividades já podem ser retomadas. Veja como cuidar da cicatriz da cesárea.

Complicações mais comuns do parto

Entre as complicações mais comuns, a obstetra Mariana Rosário lista:

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  • Distócia funcional: quando as contrações não têm frequência e a dilatação não evolui.
  • Distócia de trajeto: quando o bebê "entala" na descida por desproporção entre a cabeça e a bacia
  • Sangramento no pós-parto: quando há maior sangramento do que o normal após a saída da placenta
  • Infecção: quando uma cesárea é feita, o risco de infecções existe, por se tratar de uma cirurgia de grande porte
  • Má cicatrização: Quando o corte da cesariana não se recupera como deveria, seja nos pontos internos ou externos

Referências:

Mariana Rosário (CRM- SP: 127087), ginecologista, obstetra e mastologista
Johnata Dacal (CRM-SP 157515), ginecologista da Clínica Duo+