Yoga pode ser mais eficaz contra Parkinson que método tradicional

Prática aumenta mobilidade e alivia problemas psicológicos causados pela doença

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 11/04/2019

Já pensou em fazer yoga? Pois saiba que sessões semanais desta prática têm resultados tão positivos a sintomas motores de pessoas com Parkinson quanto atividades de resistência (corrida, natação, treino HIIT, musculação) e alongamento. Além disso, o tratamento com yoga pode diminuir os sintomas de ansiedade e depressão em portadores da doença.

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Os dados são de um estudo publicado no Journal of American Medical Association, feito com 138 pacientes de clínicas de Hong Kong (China) maiores de 18 anos, diagnosticados com Parkinson e sem medicações ou histórico de cirurgia para transtornos psiquiátricos.

Como foi feito o estudo

As análises sobre a relação do tratamento de Parkinson com o yoga foram feitas em três períodos: no início do estudo; depois de 8 semanas; e após 20 semanas. Para isso, os pesquisadores avaliaram o nível de ansiedade e sintomas depressivos; gravidade dos sintomas de Parkinson; mobilidade; e nível de bem-estar espiritual.

Resultados

SintomasYogaTreino de resistência e alongamento
Ansiedade e sintomas de depressãoMelhora significativaSem melhora significativa
Bem-estar espiritualMelhora significativaSem melhora significativa
Gravidade dos sintomas de ParkinsonMelhora significativaMelhora significativa
MobilidadeMelhora significativaMelhora significativa
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Quanto aos sintomas de Parkinson ligados ao sistema motor e que afetam, especialmente, a mobilidade, disfunção motora e independência dos pacientes, houve benefícios semelhantes na aplicação das práticas. Portanto, sessões de yoga podem ser tão eficazes quanto treinos de alongamento e resistência para quem tem Parkinson. Porém, no que diz respeito à redução de ansiedade e depressão e bem-estar, o yoga teve melhor desempenho que os demais exercícios.

Os cientistas afirmam que, além do Parkinson ser uma condição fisicamente limitante, é uma doença que também afeta o psicológico. Logo, os autores do estudo aconselham que profissionais de saúde adotem também uma abordagem holística para a reabilitação de pacientes.