Oito hábitos para tratar os sintomas do Parkinson

Atividades facilitam a realização de movimentos e diminuem a tremedeira

POR CAROLINA SERPEJANTE - PUBLICADO EM 04/04/2012

Movimentos mais lentos, tremedeira, dificuldades para caminhar, se alimentar e se vestir. Tudo isso é resultado da Doença de Parkinson, uma disfunção na área do cérebro responsável pelos movimentos, principalmente os chamados automáticos, que são aqueles que fazemos sem pensar - como respirar, andar ou levantar de uma cadeira. A fisioterapeuta, especializada em reabilitação neurológica Mariana Vulcano Siqueira, da Associação Brasil Parkinson, explica que essas tarefas são as mais difíceis para o portador da doença. "Entretanto, com a realização de alguns exercícios e atividades simples é possível melhorar o convívio do paciente com a doena", diz.

No Dia Mundial do Parkinson (11 de Abril), uma série de especialistas indicam os hábitos que podem ajudar o paciente a executar tarefas diárias com mais independência e até mesmo prevenir outras complicações da doença. Vale ressaltar que as recomendações são mais eficientes se forem seguidas quando o diagnóstico ainda é recente.

Convívio social

Em decorrência das limitações físicas que se desenvolvem progressivamente, o portador de Parkinson pode sofrer um abalo psicológico e até apresentar um quadro de depressão. "Para evitar a apatia no paciente, é recomendado que ele continue a fazer todas as atividades de antes, mesmo demorando um pouco mais de tempo", afirma o neuropsicólogo, especialista em idosos, Alexandre Monteiro, do Rio de Janeiro. "Manter a autoestima também é um fator positivo para evitar ou combater a depressão, e é importante que ninguém force o paciente a fazer atividades que não o agradem ou exigir velocidade na execução das tarefas", diz.

Atividades manuais como pintura, cerâmica e artesanato podem ser benéficas e minimizar o desgaste emocional. "Isso porque a área cerebral responsável pela concentração para realizar estas tarefas é a mesma área que provoca os tremores, se esses neurônios são desafiados, o sintoma que caracteriza o Parkinson pode diminuir", afirma Alexandre. Além disso, conversar com familiares, amigos ou mesmo um grupo terapêutico podem ajudar pacientes que têm vergonha de sua condição. "Grupos de apoio e palavras de carinho podem não alterar a progressão de perdas funcionais, evitam o desenvolvimento de doenças oportunistas, como a depressão."

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