Conheça os fatores de risco e previna-se contra o câncer de pele

O perigo vai muito além do tom de pele; cabelo e olhos têm relação direta com a doença

POR CAMILLA ROLIM - ATUALIZADO EM 28/11/2016

No dia 30 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia disponibilizará cerca de 4000 médicos voluntários. Serão, ao todo, 139 postos distribuídos pelo Brasil que realizarão atendimento simultâneo para análise, diagnóstico e posterior tratamento da doença, das 9 às 15 horas. Veja aqui qual é o posto de atendimento mais perto de você.

O câncer da pele é o tipo de tumor mais incidente na população - cerca de 25% dos cânceres do corpo humano são de pele. Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para esta doença. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. "Tomar sol é algo cumulativo, que fica registrado para sempre no corpo", afirma a dermatologista Marcia Puceli, especializada em câncer de pele pela Unifesp. Por isso que a prevenção deve acontecer desde a infância e durar por toda a vida.

Um estudo realizado com mais de duas mil pessoas no Reino Unido pela Instituição Nuffield Health alerta para um dado ainda mais preocupante: um terço das pessoas não consegue reconhecer os sintomas do câncer de pele. A pesquisa também comprovou que 49% dos participantes analisados acreditam que seu risco de desenvolver a doença é baixo ou inexistente.

Só lembrar a proteção nos dias de praia é um erro. Ir trabalhar, passear no parque, pegar ônibus, qualquer atividade fora de casa deve ser motivo você se prevenir contra os raios solares UVA e UVB - e o cuidado é ainda mais importante no caso de algumas pessoas mais sensíveis a doenças graves como melanoma e carcinoma. "Quem tem dificuldade para se bronzear, notou o surgimento de muitas pintas pelo corpo ou até mesmo nasceu com olhos azuis tem mais chance de ter câncer de pele, principalmente a partir dos 40 anos", afirma a dermatologista espanhola Isabel Longo, da European Association of Dermatologic Oncology. Os fatores de risco para câncer de pele são simples de identificar, os especialistas ajudam você a seguir.

Pintas que se espalham por todo o corpo

Ainda que muita gente ache bonitinho ter algumas pintas espalhadas pelo corpo, a dermatologista faz questão de ressaltar que essas manchas não são normais. "Elas surgem ao longo da vida, por consequência da exposição ao sol e precisam ser avaliadas por um dermatologista." Controle o crescimento das pintas seguindo o ABCDE dos médicos: assimetria reconhecida (se ela não é redondinha), borda irregular, cores múltiplas, diâmetro maior que a ponta de um lápis e evolução (se coça, sangra ou cresce). Já se você possui muitas pintas, faça um acompanhamento com dermatologista para ter certeza de que não existe nenhum problema grave surgindo. Outro ponto importante é o sentido do crescimento. Quando a pinta fica saliente e ganha o aspecto de uma verruga, não há problemas. "Mas se ela crescer para os lados pode estar se multiplicando, e isso não deve acontecer em um adulto", diz a médica.

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