Estudo liga produtos de limpeza ao maior risco de asma em adultos

Profissões que exigem contato com produtos químicos elevam as chances

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 22/01/2013

Pessoas que trabalham com produtos de limpeza têm mais risco de ter asma, segundo especialistas da Imperial College London, no Reino Unido. Os resultados da pesquisa foram publicados dia 21 de janeiro na revista médica Thorax.

Para o estudo, foram analisadas 7.406 pessoas, todas sem histórico de asma na infância e com idades entre 50 e 60 anos. Elas responderam a um questionário sobre suas atividades no trabalho e fizeram exames para identificar problemas de saúde respiratórios. Fatores como sexo, tabagismo e classe social no nascimento foram levados em conta.

Analisando os resultados, os autores descobriram que a exposição a alvejantes e outros produtos químicos estava ligada a um em cada seis casos de britânicos que desenvolveram asma após os 50 anos. Eles identificaram 18 ocupações de alto risco para a doença, entre elas agricultores, faxineiros, cabeleireiros e funcionários de lavanderia. Segundo especialistas, a culpa pela maior incidência de asma parece ser do ambiente de trabalho desses profissionais e o alto índice de inalação de partículas, e não das atividades que eles desenvolvem em seu dia a dia.

Os pesquisadores afirmam que quando partículas muito finas de substâncias presentes nesses produtos são inaladas, acabam causando irritações. Eles contam que as empresas devem controlar a exposição de seus funcionários a substâncias perigosas e relatar todos os casos de asma ocupacional.

Evite as crises de asma com esses nove cuidados
Marcada por uma forte dificuldade em respirar, a crise de asma é provocada por uma reação inflamatória nos brônquios, os tubos que levam o ar respirado até os pulmões. Em resposta a essa inflamação, eles ficam mais estreitos, dificultando a respiração. A crise de asma pode ser causada pela exposição a alérgenos - como poeira, mofo, cheiros fortes e medicamentos. "É muito importante evitar crises, uma vez que, se forem frequentes, elas levam à perda de capacidade pulmonar", explica a pneumologista Marcia Pizzichini, da comissão de asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). A boa notícia é que é totalmente possível prevenir as crises de asma. Confira a seguir.

Não trate apenas a crise

"É muito importante lembrar que a asma é uma doença crônica cujo tratamento, nos casos de asma persistente, deve ser contínuo, mesmo que não existam sintomas", conta a pneumologista Márcia. Esse tratamento consiste no uso de corticoide inalatório diariamente, em doses que deverão ser determinadas pelo médico.

O uso irregular dos medicamentos que controlam a asma é uma das causas mais comuns de crises. "O paciente não deve ter receio de usar a medicação diária da asma", recomenda a especialista. "Ao contrário, ele deve ter receio de não usá-la, devido ao risco de crise decorrente deste hábito."

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