Uso prolongado de aspirina é ligado a tipo de cegueira

Degeneração relacionada à idade afeta 9,3% dos pacientes que tomam o remédio

POR CAROLINA SERPEJANTE - PUBLICADO EM 23/01/2013

Pessoas que tomam aspirina por muitos anos - pacientes cardíacos, por exemplo - são mais suscetíveis a desenvolver um determinado tipo de cegueira, revelaram cientistas da Universidade de Sydney, na Austrália. Os resultados foram publicados dia 21 de janeiro na revista científica JAMA Internal Medicine.

O estudo acompanhou 2.389 pessoas com 65 anos, em média. Um em cada dez deles usava aspirina pelo menos uma vez por semana. Os pacientes foram submetidos a testes oftalmológicos a cada cinco, dez e 15 anos. Ao final do estudo, os pesquisadores concluíram que 9,3% dos pacientes que tomaram aspirina desenvolveram o tipo úmido da degeneração macular relacionada à idade, contra uma taxa de 3,7% entre os pacientes que não faziam uso da medicação. De acordo com os autores, a cegueira foi notada após 10 ou 15 anos, indicando que o uso contínuo é relevante nos resultados.

A forma úmida de degeneração macular relacionada à idade é causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca o inchaço e o sangramento da retina. O processo pode acontecer muito rapidamente, sendo idade, fumo e histórico familiar os principais fatores de risco. Os cientistas não souberam dizer quais mudanças seriam necessárias na ingestão do remédio para evitar a cegueira.

Os pesquisadores reconheceram, no entanto, que para a maior parte dos pacientes há "pouca evidência" para mudar a prescrição do medicamento. Eles também indicaram que o uso da droga seja reavaliado em pacientes de alto risco, como aqueles que já possuem a doença em um de seus olhos.

Substitua os analgésicos no combate à dor crônica
Quando a dor persiste, dois cuidados são fundamentais: buscar um especialista para entender a origem do problema e controlar o consumo de analgésicos, evitando a dependência deste tipo de medicamento. "O tratamento especializado para dor crônica e a mudança de hábitos ajudam a amenizá-la", afirma a anestesista Fabíola Peixoto Minson, diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). Contra elas, veja dicas simples e saudáveis.

Relaxe

Alongamento, exercícios respiratórios e meditação acalmam a mente, relaxam a musculatura e ajudam você a ganhar consciência corporal, evitando esforços desnecessários para os músculos e para as articulações. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, analisaram 500 estudantes que nunca haviam meditado. Os participantes fizeram um treinamento de 20 minutos da prática, durante três dias consecutivos e, depois, foram submetidos a testes com choques elétricos. Os resultados, publicados no The Journal of Pain, apontaram que a meditação ajudou a aliviar a dor, mesmo que os estudantes fossem iniciantes.

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