Níveis adequados de vitamina D reduzem o risco de mioma uterino

Substância pode ser obtida através de exposição à luz solar e alimentos, como ovo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 16/04/2013

Ela ajuda na proteção da massa óssea, no controle da pressão arterial, na manutenção do peso, funcionamento adequado da tireoide, prevenção de tumores. A lista de benefícios trazidos pelo consumo adequado de vitamina D é extensa. No último dia 15 de abril, o National Institutes of Health dos Estados Unidos divulgou mais uma vantagem de manter os níveis de Vitamina D adequados na corrente sanguínea: mulheres com quantidades suficientes de vitamina D estavam 32% menos propensas a desenvolver mioma uterino em comparação com mulheres com níveis insuficientes da substância. O achado foi publicado pelo periódico Epidemiology.

Miomas uterinos são tumores não cancerosos que se desenvolvem no útero e, geralmente, resultam em dor e sangramento em mulheres que estão no período da pré-menopausa. Também chamado de fibroma uterino, é um das principais causa de histerectomia - a cirurgia para retirada do útero.

O estudo em questão contou com a participação de 1.036 mulheres com idades entre 35 e 49 anos, que foram acompanhadas de 1996 a 1999. Elas foram avaliadas através do exame de ultrassom uterino e de amostras de sangue - para verificar os níveis da forma primária da vitamina D na circulação, chamada de 25-hydroxy D. As mulheres que apresentaram mais de 20 nanogramas por mililitro de 25-hydroxy D foram categorizadas no grupo com níveis suficientes da substância, apesar de alguns especialistas acreditarem que níveis ainda maiores são necessários à boa saúde.

O corpo produz vitamina D ao ser exposto à luz solar, ou ela pode vir direto da alimentação. Por isso, as participantes do estudo também completaram um questionário sobre exposição à luz do sol. Aquelas que reportaram passar mais de uma hora em ambientes descobertos tiveram diminuição da incidência de miomas estimada em 40%.

Apesar de o estudo apresentar resultados consistentes, os pesquisadores reforçam a necessidade de novos estudos que possam explicar mais sobre o desenvolvimento da fibrose e o impacto da vitamina D neste processo.

Aprimore o consumo de vitamina D

A principal fonte de vitamina D é a luz solar, que estimula a produção da substância pela nossa pele. A nutricionista Priscilla Baracat ensina que 10 a 15 minutos de contato com a luz do sol, de duas a três vezes por semana, evitando a exposição entre as 10h e 16h, já são suficientes. Alguns alimentos também têm quantidades consideráveis de vitamina D, mas é preciso atenção, já que também são ricos em gorduras.

Outra alternativa para normalizar os níveis de vitamina D é o uso de suplemento alimentar. Antes de toma-lo, é indicado consultar um médico ou nutricionista. O nutrólogo Roberto Navarro explica que o exame de sangue deve sempre ser feito antes da suplementação e, caso os níveis de vitamina D estejam abaixo de 30 nanogramas por decilitro, pode ser feito o uso de suplementação. "A suplementação deve sempre respeitar idade, sexo e a quantidade da vitamina no sangue", explica.

A recomendação diária - fornecida pelo U.S. Dietary Reference Intake (DRI) - varia de acordo com a idade e o sexo:

Homens de 13 a 50 anos: 5 a 10 mcg/dia
Homens de 51 aos 70: 15 mcg/dia
Mulheres de 13 a 50 anos: 5 mcg/dia
Mulheres de 51 a 70 anos: 10 mcg/dia.

Confira abaixo alguns alimentos que possuem vitamina D, de acordo com a USDA National Nutrient Database for Standard Reference, e alguns conselhos de consumo:

Sardinha e atum em lata

Prática, a sardinha e o atum enlatado são uma das principais fontes de vitamina D vindas da alimentação, contando com, 4,8 mcg e 6,7 mcg a cada 100g, respectivamente. Para aproveitar esses benefícios de forma saborosa, a nutricionista Ana Flor Picolo sugere usá-los no preparo de tortas, saladas, farofas e sanduíches.

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