Metabolismo dos adultos de hoje é pior que das gerações passadas

Estudo mostra que corpo fica mais suscetível à obesidade e doenças relacionadas

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/04/2013

O metabolismo dos adultos de hoje não é tão saudável do que o dos adultos das gerações passadas, de acordo com um novo estudo do Dutch National Institute for Public Health and the Environment, na Holanda. Isso significa que os adultos agora são mais propensos a desenvolver obesidade e problemas como colesterol alto e hipertensão. O trabalho foi publicado dia 15 de abril no European Journal of Preventive Cardiology.

A pesquisa incluiu dados de 6.377 pessoas que faziam parte do Doetinchem Cohort Study, também na Holanda. As pessoas tiveram o seu colesterol, peso corporal e pressão arterial avaliados a partir do ano de 1987, e foram acompanhados novamente seis, 11 e 16 anos mais tarde.

s pesquisadores descobriram que, para todos os participantes do estudo, o excesso de peso, obesidade e pressão arterial elevada ficaram mais comuns com o passar do tempo. Mas, além disso, eles também notaram que os indivíduos que nasceram mais tarde sofreram essas condições mais cedo, quando comparados com as pessoas que nasceram 10 anos antes.

Os autores afirmam que a idade média para a prevalência de obesidade em nossa geração é 40 anos, ao passo que as gerações anteriores sofriam com esse problema mais comumente aos 55 anos. Segundo os pesquisadores, esses resultados indicam que esta nova geração está 15 anos à frente da geração mais velha e será exposta aos malefícios da obesidade por mais tempo.

Especificamente, 40% dos homens que estavam em seus 30 anos na primeira análise de fatores de risco metabólicos foram consideradas acima do peso. Mas quando os pesquisadores analisaram os dados de 11 anos após essa análise, 52% da nova geração de homens na faixa dos 30 foram considerados com sobrepeso.

Os cientistas afirmam que os hábitos alimentares e de atividade física, além da exposição ao estresse, podem estar tornando o metabolismo das pessoas menos eficiente, aumentando o risco de obesidade. Além disso, a exposição maior da obesidade ao longo da vida aumenta, e como consequência haverá mais idosos no futuro com patologias relacionadas com o excesso de peso, como diabetes e doenças cardiovasculares.

Acelere seu metabolismo
É importante entender que o metabolismo nada mais é do que a forma como nosso organismo processa as calorias que ingerimos. Enquanto se é jovem, o metabolismo é rápido. Por isso, na adolescência, muitos comem sem parar e continuam magros, mesmo depois de um pacote inteiro de bolacha recheada, por exemplo. Depois dos 30, entretanto, a coisa pega. Principalmente nas mulheres, cujo organismo tem mais tecido gorduroso e esse é o grande problema: as células de gordura queimam menos caloria que as de músculo, a conhecida massa magra. Para não deixar o metabolismo ficar lerdo, as dicas são muitas, da alimentação à prática de exercícios. Confira as dicas a seguir:

Magnésio no cardápio

O magnésio é um mineral importante que participa de quase todas as ações metabólicas. "Cerca de 300 sistemas enzimáticos dependem da presença de magnésio", afirma a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional.

Uma alimentação deficiente em magnésio não só deixa o metabolismo mais lento, como também pode favorecer o acúmulo de gorduras e a má utilização das proteínas ingeridas.

Fontes de magnésio: castanhas, folhas verde-escuras, figo, beterraba, leite e derivados.

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