Medicação usada para tratar colesterol alto pode causar lesões nos músculos e ossos

Estatinas aumentam as chances de dor, entorse e artrite, diz estudo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 06/06/2013

A cada ano, os médicos têm prescrito cada vez mais medicamentos da classe das estatinas, com o objetivo de diminuir o colesterol e, consequentemente, tratar doenças cardiovasculares. Os especialistas concordam que, acompanhada da tomada de hábitos saudáveis, o remédio é eficaz em sua função. No entanto, os efeitos adversos dessa medicação ainda são nebulosos. Um estudo publicado dia 3 de junho no site do Journal of American Medical Association (JAMA) traz novas evidências que sugerem que pessoas que tomam as estatinas estão mais suscetíveis a desenvolverem problemas musculoesqueléticos.

Pesquisadores das instituições Brooke Army Medical Centre, Uniformed Service University of Health Sciences, University of Texas, e the South Texas e North Texas Veterans Affairs Health Care Systems analisaram informações de 6.967 usuários de estatinas e um grupo de número semelhante composto por não usuários da medicação. Eles descobriram que os usuários de estatinas tinham maior propensão a desenvolver os seguintes problemas:

- Qualquer problema musculoesquelético
- Luxação, tensão e entorse (torção)
- Dor musculoesquelética
- Osteoartrite e artropatia

Entre os grupos, os usuários de estatinas tiveram razão probabilidade maior para todas as doenças musculoesqueléticas (1.19), para luxação, tensão e entorse (1.13) e para dor musculoesquelética associada à medicação (1.09). Análises secundárias revelaram maior razão de probabilidade para usuários de estatina em todos os efeitos adversos citados anteriormente.

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que o universo de eventos adversos das estatinas não foi totalmente explorado e indicam a necessidade de mais estudos com esse tema.

Outros hábitos para controlar o colesterol

Você sabia que mesmo pessoas que já apresentam colesterol alto podem diminuir os níveis de colesterol ruim (LDL) e aumentar os de colesterol bom (HDL) com a dieta adequada? Há casos em que os remédios são insubstituíveis, mas mesmo nestes vale apenas adotar bons hábitos. Invista nas trocas saudáveis que sugerimos a seguir:

Alho, cebola e azeite:

Os temperos naturais são melhores na hora de preparar uma refeição, além de darem o sabor da comida caseira. Segundo a nutricionista, o azeite do tipo extra virgem é rico em gordura monoinsaturada, que ajuda a manter o nível de colesterol nos eixos, além de ser rico em substâncias antioxidantes, que contribuem para saúde das artérias. Já o alho e a cebola possuem uma substância chamada alicina, que atua equilibrando as taxas de colesterol sanguíneo e reduzindo as taxas de LDL. Sal e temperos industrializados possuem muito sódio e aditivos desnecessários, por isso precisam ser evitados.

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