Asma: esclareça dúvidas sobre medicamentos que tratam a doença

Broncodilatadores não evitam as crises e são apenas uma parte do tratamento

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 27/07/2016

Segundo o Ministério da Saúde, a doença mata cerca de 2,5 mil pessoas por ano. De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma, estima-se que existam mais de 22 milhões de asmáticos no Brasil. Anualmente, ocorrem cerca de 160 mil internações pela doença no país, sendo a quarta causa de hospitalizações no Brasil. Esse número pode diminuir se a asma for controlada corretamente, não só melhorando o ambiente em que o paciente vive, como ministrando os medicamentos adequados - em sua maioria oferecida gratuitamente pela rede pública de saúde.

Para entender como funcionam os remédios para asma, é preciso ter em mente que o pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável. "É como se os brônquios do paciente fossem mais sensíveis, mais inflamados, e reagissem ao menor sinal de irritação", explica o pneumologista Roberto Rodrigues Junior. Se pensarmos em uma pessoa sem a doença, ela sofrerá uma falta de ar quanto estiver exposta a grandes irritações, como a fumaça de um incêndio. "Diante desse quadro, o organismo da pessoa identifica os agentes irritantes e faz com que a musculatura que existe em volta do brônquio se contraia, fechando o órgão e impedindo que o ar contaminado entre nos pulmões", diz o pneumologista Roberto. O mesmo processo acontece com um paciente que tem asma, só que os gatilhos para causar uma irritação nos brônquios são bem menos graves, como a poeira. Por isso é importante que ele faça um tratamento adequado e medicamentoso, tanto para controlar uma crise quanto para evitar que elas aconteçam. Quer entender melhor? Veja abaixo o que dizem os nossos especialistas.

Os remédios podem ser usados por pacientes de qualquer idade?

Sim, com exceção do injetável omalizumabe, cuja idade mínima é de seis anos. Segundo os especialistas, para todos os outros casos são ministradas doses ou associações diferentes conforme a idade, inclusive bebês. "A maioria dos novos medicamentos, quando chegam ao mercado são indicados somente para maiores de 18 anos, e após estudos de segurança eles podem ser liberados para pacientes maiores de 12 anos, e então para as faixas etárias menores", afirma o alergista Clóvis.