Câncer de cólon e reto: risco de morte diminui com exames regulares

Colonoscopia, sigmoidoscopia flexível e sangue oculto nas fezes são as recomendações do estudo

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 19/09/2013

Pessoas que fazem os procedimentos de triagem para câncer de cólon e reto são menos propensas a morrer pela doença do que pessoas que deixam os exames de lado. É o que afirmam dois novos estudos que serão publicados dia 29 de setembro no New England Journal of Medicine.

O primeiro estudo, feito por pesquisadores do Massachusetts General Hospital Gastrointestinal Unit, investigou a utilização de colonoscopia e sigmoidoscopia flexível entre um grupo de quase 89 mil profissionais de saúde durante um período de 20 anos.

A colonoscopia utiliza um tubo fino equipado com uma câmara para examinar todo o comprimento do cólon em um processo para o qual os pacientes são geralmente sedados. Já a sigmoidoscopia flexível é um procedimento semelhante, mas com um tubo menor que examina uma parte menor do cólon, por isso os pacientes não precisam ser sedados. O trabalho descobriu que a colonoscopia foi mais eficaz na prevenção do câncer em todo o cólon, reduzindo o risco de em 56%. No entanto, a sigmoidoscopia flexível proporciona um risco 40% menor de morte pela doença.

A segunda pesquisa incidiu sobre o exame de sangue oculto nas fezes, que utiliza agentes químicos para detectar vestígios de sangue nas fezes de uma pessoa. A equipe, liderada por um pesquisador da Universidade de Minnesota (EUA), acompanhou mais de 46.500 pessoas que haviam sido designadas aleatoriamente para passar por testes de sangue oculto nas fezes a cada ano ou a cada dois anos, mais o grupo de controle que não fez nenhum exame. A investigação decorreu de 1976 a 1982 e de 1986 a 1992. Os pesquisadores utilizaram registros de morte para ver qual dos participantes do estudo original tinha morrido de câncer no cólon em 2008.

Aqueles que foram submetidos a teste anual tiveram uma redução de 32% no risco de morte por câncer de cólon, enquanto o exame bienal diminuiu as taxas de mortalidade pela doença em 22%, disseram os pesquisadores. Eles afirmam que o exame de sangue oculto nas fezes, por ser menos desconfortável, é uma boa alternativa de teste para ser feito com uma frequência maior. Os especialistas recomendam uma colonoscopia a cada 10 anos, a sigmoidoscopia flexível a cada cinco anos ou o sangue oculto nas fezes testando a cada ano.

Adote dez passos para prevenir vários tipos de câncer
Segundo o IBGE, o câncer é a segunda maior causa de mortes no Brasil - sendo responsável por 15,6% dos óbitos -, perdendo apenas para doenças cardiovasculares (como infarto e hipertensão). Isso se deve, principalmente, à maior exposição aos fatores de risco, como o cigarro, alimentação inadequada e o abuso do álcool. Em contrapartida, quem segue uma vida mais saudável consegue prevenir-se e diminuir os riscos de ter a doença. Para estimular a população na luta pelo controle e prevenção, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) lançou uma cartilha listando os dez passos que afastam a doença:

1. Não fume

Segundo estatísticas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é a principal causa de câncer evitável no mundo. Ao queimar o cigarro, as consequências são sentidas não apenas por quem fuma, mas também por todos ao seu redor. Para se ter uma ideia, 90% dos casos de câncer de pulmão tem o cigarro como responsável - os outros 10% são decorrentes do fumo passivo. O tabagismo também é o grande culpado por 30% da ocorrência de outros tipos de câncer, como boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero e leucemia.

O cigarro carrega cerca de 4720 substâncias, sendo mais de 400 delas altamente cancerígenas. Algumas delas, como o benzeno, estão ligada ao câncer de fígado e leucemia. Já o alcatrão está diretamente relacionado aos cânceres de pulmão, vias aéreas, brônquios e bexiga. Veja aqui como as substâncias do cigarro afetam o organismo.

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