Menstruação e corrimento anormais denunciam doenças na área íntima feminina

Conheça os sinais de alerta para recorrer a um ginecologista

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 19/10/2016

Entender como funciona o nosso corpo é importante não só para o autoconhecimento - se familiarizar com as formas e manifestações fisiológicas ajuda também a identificar quando algo não está correto em nosso organismo. Essa investigação anatômica pode ser muito difícil para mulher, seja pela dificuldade de se enxergar um órgão que é interno, pelo tabu que acerca a vagina ou pelo nojo que a mulher pode ter de secreções, menstruação e outras coisas que são absolutamente naturais. Ao buscar informações e entender sobre a própria região íntima, a mulher consegue não só se aceitar melhor, como também diagnosticar precocemente uma série de doenças. Veja quais:

Durante o sexo

Por ser um órgão interno, a vagina está mais suscetível a infecções e doenças que não são perceptíveis em um primeiro momento - mas podem, durante o sexo, dar sinais de problema. A dor é um dos problemas vaginais mais recorrentes relacionados ao ato sexual. Também chamada de dispareunia, a dor sentida durante o sexo pode ter um fundo físico e químico ou psicológico - e, para todos os efeitos, não é algo normal na relação. "Entre as causas orgânicas podemos destacar infecções tanto dentro quanto fora do útero, bem como mioma ou endometriose", explica o ginecologista Fábio Rosito. Sangramentos durante o ato sexual, quando não estão relacionados à menstruação, podem denunciar fissuras decorrentes do atrito do pênis com a vagina ou então feridas mais profundas. Infecções bacterianas também podem provocar a inflamação no colo do útero. "A endometriose e o câncer estão entre as causas mais graves de sangramento, por isso é essencial não esperar muito tempo para procurar o ginecologista", reforça Fabio. Outros distúrbios recorrentes são a falta ou o excesso de lubrificação vaginal - só que nesses casos não existe uma cura definitiva, e a mulher deve procurar soluções individuais com o ginecologista.

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