Pílula do dia seguinte: erros ao usar comprometem eficácia e ameaçam saúde

Uso abusivo e associação com outros medicamentos estão entre os problemas

POR CAROLINA SERPEJANTE - PUBLICADO EM 25/10/2013

Quem nunca sofreu um acidente de percurso durante o sexo? Esquecer a camisinha, ela estourar, ou então aquela pulga atrás de orelha que às vezes fica após a relação sexual - será que aquela camisinha não estava muito velha? Realmente não escapou nada? Estou mesmo protegida?... Estas são situações que levam muitas muitas mulheres a recorrem à pílula do dia seguinte. Ela age inibindo ou retardando a ovulação, impedindo o espermatozoide que eventualmente entrou no útero da mulher de gerar a fecundação, além de provocar alterações no endométrio, bloqueando a implantação do óvulo.

Não existe idade mínima para tomar, basta ter uma vida sexual ativa, mas é importante a orientação de um médico, principalmente em mulheres mais novas, que iniciaram a vida sexual. A conversa com um (a) ginecologista garante que ela não terá problemas no futuro. "Em princípio, seu uso é contraindicado para mulheres com hipertensão descontrolada, problemas vasculares, doenças do sangue e obesidade mórbida - mas são contraindicações relativas, que dependem de avaliação individual", explica a ginecologista Felisbela Holanda, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Entretanto, uma solução que parece muito simples pode trazer problemas e não for usada da forma adequada. Conversamos com especialistas e listamos os maiores erros cometidos pelas mulheres ao usar a pílula do dia seguinte:

Ingerir antes da relação sexual

Por agir de forma muito parecida a pílula anticoncepcional, muitas pessoas podem acreditar que a pílula do dia seguinte também é indicada para evitar a gravidez antes que a relação sexual aconteça, mas não é essa a finalidade do produto. "A pílula do dia seguinte é usada somente em casos de emergência, como relação sem proteção, camisinha furada, estupro, etc", alerta a ginecologista Sueli Raposo, do laboratório Exame, em Brasília. Usá-la antes da menstruação como um método para impedir a gravidez não é seguro, pois a pílula nesse caso tem eficácia menor do que a de um anticoncepcional de rotina usado corretamente. "Caso a pessoa tenha relações com frequência, deve procurar o ginecologista e usar um contraceptivo adequado todos os dias", completa a especialista.

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